Operação com veículo da Itaú Asset inclui quitação de mútuo de R$ 265,8 milhões e pode liberar cerca de R$ 400 milhões em caixa para o grupo
A Neoenergia assinou contrato para vender sua participação de 25% na Brasil Hidro Participações à Dardanelos Itaú Asset, veículo de investimento gerido pela Itaú Asset Management, por R$ 93,5 milhões. Anunciada em 28 de outubro, a operação também prevê a liquidação de um empréstimo de R$ 265,8 milhões concedido pela Elektro Renováveis à Brasil Hidro.
Segundo os termos divulgados, a combinação da venda com a quitação do mútuo deve gerar uma entrada de aproximadamente R$ 400 milhões no caixa consolidado da Neoenergia. A conclusão do negócio depende de aprovações regulatórias e do consentimento de credores e agentes financiadores.
Venda encerra participação indireta em hidrelétrica de 261 MW
A transação marca a saída da Neoenergia de sua participação indireta de 25% na Energética Águas da Pedra S.A. (EAPSA), proprietária e operadora da Usina Hidrelétrica Dardanelos, localizada no rio Aripuanã, em Mato Grosso.
A usina tem capacidade instalada de 261 MW e opera sob regime de concessão. A alienação integra a estratégia de reciclagem de ativos da companhia, que busca concentrar recursos em negócios considerados prioritários.
Operação combina venda de ações e quitação de dívida
Além do pagamento pelas ações da Brasil Hidro, o acordo prevê a liquidação integral do mútuo de R$ 265,8 milhões mantido pela Elektro Renováveis com a empresa. A operação envolve, portanto, tanto a transferência da participação societária quanto a regularização desse crédito entre empresas.
A Neoenergia associa a venda à desalavancagem financeira e à redução da relação entre dívida líquida e EBITDA. A companhia também pretende direcionar capital para atividades como a expansão da distribuição de energia e os investimentos em transmissão de alta tensão.
Fechamento depende de aval regulatório e dos financiadores
A assinatura do contrato não representa a conclusão imediata da venda. O fechamento depende do cumprimento das condições precedentes previstas no acordo, incluindo anuência da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e consentimento dos credores e agentes financiadores da EAPSA.
As autorizações são necessárias para viabilizar a transferência da participação e a reorganização das garantias corporativas associadas à operação. Até o cumprimento dessas condições, a transação permanece sujeita às etapas de aprovação previstas.



