Governança da Cemig analisará indicação de Otto Levy para a presidência da estatal a partir de 2027

Nomeado pelo governador eleito Cleitinho Azevedo, ex-secretário de Planejamento de Minas Gerais e executivo da CSN Mineração passará pelo Comitê de Elegibilidade e pelo Conselho de Administração; modicidade tarifária é apontada como prioridade.

Cleitinho Azevedo (Republicanos), governador eleito de Minas Gerais, indicou o engenheiro metalúrgico Otto Levy para assumir a presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) no ciclo de gestão que se inicia em 2027. Para a consolidação do comando executivo, o nome do executivo será submetido às etapas regimentais de governança corporativa da distribuidora e geradora mineira, que incluem o crivo do Comitê de Elegibilidade e a deliberação formal do Conselho de Administração.

A escolha de Levy integra a diretriz comunicada pela nova gestão estadual de escalar quadros técnicos para a liderança das estatais controladas pelo Estado. Dentre as metas prioritárias estabelecidas pelo futuro governo, destaca-se a busca pela redução das tarifas de energia elétrica direcionadas aos segmentos residencial e industrial, diretriz que demandará alinhamento técnico e regulatório.

Trajetória executiva e transição do setor de mineração para a energia

Com formação em engenharia metalúrgica, Otto Levy acumula vivência corporativa tanto na administração pública quanto na iniciativa privada. O executivo chefiou a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag-MG) entre 2019 e 2021, durante a primeira gestão do governador Romeu Zema (Novo). Na condução da pasta, esteve à frente de negociações institucionais e repactuações conduzidas pelo governo mineiro no processo reparatório pós-Brumadinho.

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Desde 2021, Levy responde pela Diretoria de Investimentos da CSN Mineração, liderando o aporte de recursos em grandes obras de infraestrutura e na gestão de ativos industriais. A transição para o setor elétrico exige a aplicação desse histórico operacional na condução de uma das maiores empresas integradas de energia da América Latina.

Modicidade tarifária e arcabouço regulatório da ANEEL

A eventual posse de Otto Levy colocará o executivo diante do desafio de conciliar as diretrizes políticas de modicidade tarifária sinalizadas pela gestão estadual eleita com os compromissos de eficiência operacional, investimentos em redes e disciplina financeira exigidos pelo mercado de capitais.

No ambiente regulatório brasileiro, a fixação e o reajuste das tarifas cobradas pelas distribuidoras são regidos por regras federais estipuladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). A despressurização das contas de luz depende do gerenciamento dos custos gerenciáveis da concessão (Parcela B), da otimização de OPEX e CAPEX e do abatimento de encargos setoriais e perdas não técnicas. O plano de ação para a implementação de reduções tarifárias sem prejuízo à liquidez e à expansão do sistema elétrico mineiro ainda não teve detalhes operacionais divulgados.

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