Extração alcançou 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia em 2025, alta de 13%; reservas provadas cresceram menos, enquanto perfuração exploratória avançou para 19 poços.
A produção brasileira de petróleo e gás natural atingiu média de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d) em 2025, crescimento de aproximadamente 13% em relação ao ano anterior. No mesmo período, as reservas provadas aumentaram 3,8% para petróleo e 4,9% para gás natural, mas em ritmo inferior ao da produção, reduzindo o índice reserva/produção (R/P).
Os dados constam da edição de 2026 dos Indicadores de Monitoramento da Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural, publicada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Com ano-base 2025, o estudo acompanha reservas, produção, investimentos, atividade exploratória, eficiência operacional e sustentabilidade.
Reservas provadas chegam a 17,5 bilhões de barris
As reservas provadas brasileiras alcançaram 17,5 bilhões de barris de petróleo e 573 bilhões de metros cúbicos de gás natural em 2025. Apesar do crescimento dos volumes, a expansão mais acelerada da produção reduziu o índice R/P, reforçando a necessidade de investimentos para incorporar novas reservas e sustentar a atividade no longo prazo.
A reposição depende tanto do desenvolvimento de campos conhecidos quanto da identificação de novas acumulações com potencial comercial. Nesse contexto, a continuidade da exploração é relevante para compensar a produção dos campos em operação e ampliar o conhecimento geológico das bacias sedimentares brasileiras.
Perfuração exploratória cresce e registra sucesso geológico de 68%
A atividade exploratória avançou em 2025, com 19 poços perfurados, ante dez no ano anterior. Desse total, 13 resultaram em notificações de descoberta de hidrocarbonetos, correspondendo a uma taxa de sucesso geológico de 68%.
O levantamento também destaca o avanço da exploração em bacias de fronteira e nova fronteira, que podem ampliar o conhecimento sobre o potencial petrolífero nacional. A notificação de uma descoberta, porém, não significa viabilidade comercial imediata nem incorporação automática de volumes às reservas provadas: essas etapas dependem de avaliações técnicas e econômicas posteriores.
Exportações de petróleo geram US$ 44,5 bilhões
As exportações brasileiras de petróleo renderam aproximadamente US$ 44,5 bilhões em 2025, segundo o levantamento. O resultado evidencia a importância da produção nacional para a balança comercial, enquanto a manutenção dessa capacidade no longo prazo depende também da viabilização de novos projetos e oportunidades exploratórias.
Oferta de áreas exige previsibilidade regulatória e ambiental
A EPE destaca a importância de uma oferta planejada e diversificada de áreas para exploração, inclusive em novas fronteiras. A estratégia está alinhada à Política de Exploração e Produção estabelecida pela Resolução CNPE nº 17/2017, voltada à ampliação do conhecimento do potencial petrolífero nacional e à continuidade da atividade exploratória.
Nesse planejamento, a articulação entre o MME e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) inclui avaliações ambientais regionais e manifestações conjuntas para ampliar a previsibilidade da oferta de blocos. A abertura de novas áreas, contudo, depende das avaliações aplicáveis a cada região e do cumprimento dos procedimentos de licenciamento ambiental.
O monitoramento dos indicadores, com participação da EPE e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), subsidia a avaliação dos resultados da política e o eventual aprimoramento de seus instrumentos, diante dos desafios de reposição de reservas, segurança energética e desenvolvimento sustentável.



