Aporte prevê nova fábrica em Pindamonhangaba e expansão em Guarulhos, com mais de 120 empregos diretos e redução da dependência de importações
A Hitachi Energy investirá R$ 385 milhões no Brasil para ampliar a fabricação de componentes para transformadores de alta tensão. O plano prevê uma nova unidade industrial em Pindamonhangaba (SP) e a expansão da produção de materiais isolantes em Guarulhos (SP), com a criação de mais de 120 empregos diretos.
O investimento, anunciado em 22 de outubro, abrange a produção de buchas e comutadores para transformadores, equipamentos essenciais à operação de subestações e à confiabilidade da infraestrutura elétrica. Segundo a empresa, o Brasil é o único país da América Latina a fabricar localmente esses dois tipos de componentes para transformadores de alta tensão.
Nova unidade amplia capacidade industrial
A fábrica de buchas e comutadores será instalada junto ao complexo de transformadores de potência que a companhia está construindo em Pindamonhangaba. Em Guarulhos, o aporte ampliará a capacidade de produção de materiais isolantes.
A expansão busca atender à demanda dos mercados brasileiro e latino-americano, com redução dos prazos de entrega e da dependência de componentes importados da Europa e da Ásia. A produção local também pode diminuir a exposição da cadeia de suprimentos a interrupções internacionais.
Com o novo aporte, os investimentos acumulados da Hitachi Energy no Brasil superarão US$ 350 milhões, de acordo com a companhia. O valor integra a estratégia global da empresa, que prevê mais de US$ 9 bilhões em investimentos para ampliar sua capacidade produtiva e apoiar a transição energética.
Produção inclui diferentes tecnologias de isolamento
A nova unidade incorporará automação robótica, veículos guiados automatizados (AGVs) e digitalização dos processos industriais. Parte dos recursos será destinada à modernização das operações e à incorporação de tecnologias de fabricação.
A instalação também ampliará a oferta de buchas com isolamento em papel impregnado em óleo (OIP) e a capacidade de produção de buchas a seco com isolamento em resina. Essas tecnologias atendem a diferentes requisitos de aplicação e operação em equipamentos de alta tensão.
As buchas fazem a conexão elétrica entre condutores e equipamentos, permitindo a passagem de corrente por barreiras aterradas, como o tanque de um transformador. Sua especificação e seu desempenho são relevantes para a segurança e a confiabilidade dos ativos de subestações.
Empresa registra histórico de fabricação local
O investimento amplia uma operação industrial que, segundo a Hitachi Energy, já produziu no Brasil 100 mil buchas e 4 mil comutadores ao longo de 40 anos. O marco foi alcançado em 2026.
Alexandre Malveiro, responsável pelo Hub de Transformadores LATAM da companhia, relaciona a expansão à experiência industrial acumulada no país e à necessidade de ampliar a capacidade produtiva: “O Brasil já possui uma expertise industrial bem estabelecida na produção de componentes para transformadores. Em 2026, atingimos o marco de 100.000 buchas e 4.000 comutadores produzidos localmente nos últimos 40 anos, um histórico que demonstra a capacidade técnica e o conhecimento que construímos no país. Com esse investimento, estamos dando mais um passo nessa jornada, expandindo nossa escala e incorporando tecnologias e processos ainda mais avançados para atender à crescente demanda nos mercados brasileiro e global.”
Expansão mira atendimento ao longo da vida útil dos ativos
Além de aumentar a fabricação de componentes, a empresa pretende fortalecer sua capacidade de atendimento aos clientes durante o ciclo de vida dos equipamentos. A estratégia combina produção local, tecnologia e serviços voltados à infraestrutura elétrica.
Glauco Freitas, responsável pela América Latina do Sul e diretor-geral da Hitachi Energy no Brasil, afirma que o aporte integra essa abordagem: “Estamos fortalecendo nossa operação local no Brasil, combinando capacidade industrial, tecnologia, componentes e serviços para atender às necessidades crescentes do sistema elétricol. Mais do que expandir nossa capacidade de produção, estamos construindo uma operação que nos permite estar mais próximos de nossos clientes e apoiá-los durante todo o ciclo de vida de seus ativos, além de expandir o papel estratégico do Brasil em nossas operações globais.”



