Neoenergia lucra R$ 1,2 bilhão no 3T26, alta de 27%, e reforça caixa com GIC

EBITDA Caixa cresce 12%, para R$ 3,2 bilhões; distribuição concentra R$ 5,7 bilhões dos R$ 6,2 bilhões investidos pela companhia entre janeiro e setembro.

A Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2026 (3T26), crescimento de 27% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi acompanhado pelo avanço da distribuição de energia, pela entrada em operação de ativos de transmissão e por uma operação societária que acrescentou R$ 1,7 bilhão ao caixa da companhia.

O EBITDA consolidado alcançou R$ 3,6 bilhões, alta de 6% na comparação anual. Já o EBITDA Caixa avançou 12%, para R$ 3,2 bilhões, refletindo o desempenho operacional no período.

Distribuição concentra investimentos e amplia mercado

A distribuição permaneceu como principal frente de expansão da companhia. A energia injetada nas redes das cinco concessionárias somou 22.857 GWh no trimestre, aumento de 6,9% ante o 3T25, incluindo a parcela de geração distribuída.

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Nos nove primeiros meses de 2026, a Neoenergia investiu R$ 6,2 bilhões, dos quais R$ 5,7 bilhões foram destinados à distribuição. A Base de Remuneração Regulatória (BRR) atingiu R$ 48,2 bilhões, refletindo a expansão e a modernização dos ativos que compõem a infraestrutura das concessões.

Os aportes integram o plano estratégico anunciado em maio, que prevê R$ 50 bilhões em investimentos até 2030 nas áreas atendidas pelas cinco distribuidoras do grupo: Coelba, Celpe, Cosern, Elektro e Brasília.

No controle de custos, as despesas com pessoal, materiais, serviços de terceiros e outros (PMSO) tiveram variação de 5% no acumulado de janeiro a setembro. O indicador ajuda a acompanhar a evolução das despesas operacionais durante o ciclo de investimentos.

Operação com GIC injeta R$ 1,7 bilhão no caixa

Na transmissão, a Neoenergia concluiu em setembro uma operação envolvendo ativos do segmento e o GIC, fundo soberano de Cingapura. A transação acrescentou R$ 1,7 bilhão ao caixa da holding.

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Após a conclusão do negócio, a companhia passou a deter 51% do capital votante e total da Neoenergia Transmissão. A operação reforça a liquidez do grupo e reorganiza sua participação societária no segmento.

Indicadores de continuidade melhoram em parte das concessões

Os indicadores de continuidade do fornecimento apresentaram evolução em parte das distribuidoras. Três concessionárias reduziram a Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) na comparação com o terceiro trimestre de 2025. Na Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), quatro registraram queda.

De acordo com os dados divulgados pela companhia, os indicadores das cinco distribuidoras permaneceram dentro dos limites regulatórios estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O desempenho financeiro do trimestre combina, assim, crescimento do mercado atendido, expansão da base de ativos regulatórios e reforço de caixa. A execução do plano de investimentos até 2030 será um dos fatores a acompanhar nos próximos períodos, especialmente pelo peso da distribuição na alocação de capital do grupo.

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