Atlas, Hydro e Albras geram 1,6 milhão de MWh com projetos solares e ampliam produção de alumínio de baixo carbono

Parceria de cinco anos entre as empresas evitou 73,9 mil toneladas de CO₂ e associou 281 mil toneladas de alumínio à geração renovável

A parceria entre Atlas Renewable Energy, Hydro REIN e Albras já resultou na geração de 1,6 milhão de MWh de energia renovável por meio dos projetos solares Boa Sorte e Vista Alegre. Em cinco anos de operação, os empreendimentos também evitaram a emissão de 73,9 mil toneladas de CO₂ e contribuíram para a produção de 281 mil toneladas de alumínio associada ao uso de energia limpa.

Os projetos foram desenvolvidos, estruturados, construídos e são operados pela Atlas, em parceria com a Hydro REIN e a Albras. A iniciativa foi estruturada para garantir fornecimento renovável de longo prazo às operações industriais das companhias, em um modelo que combina contratos de energia com objetivos de redução de emissões.

Para o setor de alumínio, cuja produção é intensiva em eletricidade, a contratação de energia renovável de longo prazo representa não apenas uma estratégia de descarbonização, mas também um instrumento de previsibilidade para os custos e para a origem da energia utilizada no processo industrial.

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Contratos de longo prazo aproximam geração renovável da indústria

A estratégia adotada pelas empresas conecta diretamente novos projetos de geração solar à demanda de um consumidor industrial de grande porte. O modelo permite que a expansão da oferta renovável seja associada a contratos de longo prazo, reduzindo a exposição da indústria às oscilações do mercado de energia e contribuindo para metas corporativas de descarbonização.

O presidente da Atlas Renewable Energy, Fábio Bortoluzo, destacou que a transição energética depende de relações de longo prazo entre agentes de diferentes segmentos da cadeia: “A transição energética exige relações de longo prazo e uma atuação conjunta entre diferentes agentes do setor. Essa parceria demonstra como a energia renovável pode apoiar clientes industriais em seus objetivos de descarbonização, combinando planejamento, execução e geração de valor ao longo do tempo.”

A combinação entre geração renovável e contratos de fornecimento também ganha relevância diante da necessidade de setores eletrointensivos reduzirem a pegada de carbono de suas operações sem comprometer escala e competitividade.

Energia renovável entra na estratégia de descarbonização do alumínio

A Hydro REIN e a Albras vêm incorporando a contratação de energia renovável às estratégias de redução de emissões da cadeia de produção de alumínio. A eletricidade de fonte limpa passa, nesse modelo, a integrar uma estratégia industrial mais ampla, voltada à redução da intensidade de carbono do produto.

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A Head da Hydro REIN no Brasil, Fernanda Dobbin, avalia que o acordo com a Atlas permite combinar o fornecimento de longo prazo com os objetivos de competitividade e sustentabilidade da indústria: “A parceria entre a Atlas e a Albras é um marco na nossa jornada para liderar a produção de alumínio de baixo carbono. Ao garantirmos o fornecimento de energia renovável de longo prazo para as nossas operações, aumentamos a nossa eficiência e competitividade e damos um passo concreto e mensurável em direção aos nossos compromissos globais de sustentabilidade. O futuro do alumínio no Brasil é necessariamente mais sustentável, e essa colaboração mostra que viabilizar essa transição já é uma realidade.”

Na Albras, a estratégia está diretamente relacionada ao perfil eletrointensivo da produção de alumínio primário. A disponibilidade de energia em escala, com previsibilidade e origem renovável, é um dos fatores considerados pela companhia para reduzir emissões e preservar a competitividade da produção.

O CEO da Albras, Luiz Roberto Silva Júnior, ressaltou a importância desses atributos para a operação industrial: “A indústria de alumínio primário é altamente intensiva em energia. Por isso, a previsibilidade e a origem limpa do nosso fornecimento são fatores necessários para o negócio. Os resultados que celebramos hoje com os projetos Boa Sorte e Vista Alegre provam que é possível unir alta escala industrial com responsabilidade socioambiental. Essa parceria estratégica nos posiciona na vanguarda da produção de alumínio de baixo carbono, fortalecendo a nossa competitividade no mercado nacional e internacional.”

Os resultados acumulados nos cinco anos de parceria colocam os projetos Boa Sorte e Vista Alegre como parte da estratégia de integração entre geração renovável e consumo industrial no Brasil, especialmente em segmentos nos quais a eletricidade tem peso relevante tanto nos custos quanto nas emissões associadas à produção.

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