Companhia consolida 22 usinas de geração distribuída em 16 estados e recupera mais de 4 mil toneladas de produtos em estratégia de economia circular.
O Grupo Casas Bahia atingiu um marco significativo em sua estratégia de descarbonização ao encerrar o primeiro trimestre de 2026 com 90% de sua operação abastecida por fontes renováveis. O índice, que abrange desde a capilaridade das lojas físicas até a complexidade da Fábrica Bartira e dos centros de distribuição, é fruto de uma reestruturação energética focada na migração para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e no robustecimento da Geração Distribuída (GD).
A transição energética da companhia não é apenas um compromisso ambiental, mas uma alavanca de eficiência operacional. Atualmente, o grupo opera uma rede de 22 usinas de geração distribuída integradas ao seu programa de eficiência energética, garantindo presença em 16 estados brasileiros e diversificando os riscos associados à volatilidade do mercado cativo de energia.
A sinergia entre ESG e resiliência operacional
O avanço nos indicadores de sustentabilidade reflete a integração da agenda ESG ao núcleo das decisões financeiras e operacionais da holding. Ao substituir fontes convencionais por renováveis, o grupo mitiga riscos de longo prazo e se posiciona de forma competitiva em um cenário de regulação ambiental cada vez mais rigoroso.
Ao comentar o papel da sustentabilidade na estratégia de negócios, Andréia Nunes – Diretora Executiva de Gente & Gestão, ESG e Assuntos Corporativos, destaca a natureza estrutural desse progresso: “A evolução da agenda ESG está conectada diretamente à eficiência operacional e à construção de uma operação mais resiliente e sustentável no longo prazo. O avanço no uso de energia renovável reforça esse compromisso.”
Economia circular e gestão de ativos
Para além do consumo energético, o primeiro trimestre de 2026 revelou avanços expressivos na frente de economia circular. O Departamento de Assistência Técnica (DAT) da varejista conseguiu recuperar mais de 99% das mercadorias devolvidas, entre eletroeletrônicos, móveis e linha branca. A operação resultou no reaproveitamento de 4.131 toneladas de produtos, que retornaram ao ciclo de valor após manutenção e testes de qualidade.
A gestão de resíduos sólidos também apresentou números robustos. O programa REVIVA destinou 595,5 toneladas de materiais para cooperativas parceiras, enquanto a logística reversa nas lojas garantiu o descarte correto de 560 kg de resíduos eletroeletrônicos, fechando o ciclo de responsabilidade pós-consumo.
Eficiência energética como diferencial competitivo
A capilaridade do Grupo Casas Bahia impõe desafios logísticos e energéticos únicos. O uso de usinas de GD em 16 estados demonstra uma gestão descentralizada que reduz a dependência da rede tradicional e melhora a previsibilidade de custos. Essa estratégia, aliada à migração para o Mercado Livre de Energia, permite que a companhia negocie preços e prazos diretamente com geradores e comercializadores, otimizando o fluxo de caixa.
Com 90% de energia limpa, o grupo se aproxima da neutralidade em suas operações diretas e reforça seu posicionamento perante investidores que priorizam ativos com alta governança climática e eficiência no uso de recursos naturais.



