Com 40% das unidades em Geração Distribuída e foco em equipamentos híbridos e elétricos, companhia reporta queda de 13% nas emissões relativas e projeta avanço no mercado de locação sustentável.
A estratégia de transição energética no setor de infraestrutura e logística ganha novos contornos com o avanço operacional da Mills. Em um cenário onde os investimentos globais no segmento atingiram o recorde de US$ 2,3 trilhões em 2025 , um crescimento de 8% em relação ao ano anterior, segundo dados da BloombergNEF, a companhia brasileira consolida um modelo de negócio orientado pela eletrificação de ativos e pela migração para fontes limpas de energia.
No último ciclo anual, a empresa registrou uma redução de 13% em suas emissões relativas (proporção de CO₂ por receita líquida), resultado direto de uma governança climática que integra metas validadas pela Science Based Targets initiative (SBTi).
Matriz Energética e Geração Distribuída
Um dos pilares centrais da descarbonização da Mills reside na transformação do consumo energético de suas instalações físicas. Atualmente, a matriz que alimenta suas filiais já conta com 40% de suprimento proveniente de fontes renováveis via Geração Distribuída (GD). O cronograma de expansão está em ritmo acelerado, com outros 35% das unidades em fase de migração para esse modelo.
Para garantir a rastreabilidade e o cumprimento das metas de Escopo 2, a companhia certificou, em 2024, a totalidade de sua energia consumida com o selo I-REC (International Renewable Energy Certificate), assegurando a origem renovável do recurso utilizado em suas operações.
Eletrificação e Eficiência em Ativos Móveis
A frota de equipamentos, núcleo do negócio da Mills, apresenta indicadores robustos de eletrificação. O portfólio de plataformas elevatórias já atinge 62% de modelos elétricos ou híbridos, enquanto o segmento de intralogística soma 48% de eletrificação. A estratégia foca na substituição gradual dos motores a combustão interna por tecnologias que oferecem flexibilidade tanto em ambientes externos quanto internos, reduzindo drasticamente a poluição sonora e atmosférica nos canteiros de obra.
Além da troca tecnológica, a empresa aposta na economia circular e no uso de combustíveis de baixa emissão. Em 2024, a recuperação de 50% das peças consumidas mitigou o descarte de resíduos e otimizou a cadeia de suprimentos. Paralelamente, projetos piloto avaliam a viabilidade de biocombustíveis em máquinas pesadas, visando endereçar as emissões mais difíceis de abater (hard-to-abate).
Transparência e Gestão de Escopo 3
A robustez da agenda climática da Mills é chancelada pelo Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol. A empresa avançou no mapeamento do Escopo 3, que engloba emissões indiretas da cadeia de valor, fator determinante para a integração ao Índice Carbono Eficiente (ICO2 B3).
No suporte direto ao cliente final, a companhia implementou uma calculadora de emissões de CO₂, permitindo que contratantes mensurem a redução de gases de efeito estufa (GEE) ao optarem por frotas elétricas em comparação ao diesel.
Ao analisar a integração desses indicadores ao core business, o diretor de Pessoas e Sustentabilidade da Mills, Kleber Racy, reforça que o movimento é estrutural: “A sustentabilidade está integrada à estratégia da Mills e orienta decisões operacionais, investimentos e inovação. Avançamos de forma estruturada na eletrificação da frota, na redução de emissões de escopo 1, 2 e 3 e na adoção de metas baseadas na ciência, oferecendo soluções que apoiam clientes a tornar suas operações mais eficientes e alinhadas às exigências ambientais do mercado.”
O desempenho da companhia também reflete em reconhecimento internacional, como o prêmio IAPA Awards 2025 na categoria Sustentabilidade, e na manutenção da certificação como Empresa B, ratificando o compromisso com padrões elevados de impacto social e ambiental.



