Com mais de 25 anos de experiência, Eduardo Ferreira amplia atuação do escritório em contencioso, gestão de crises e consultoria socioambiental, em meio ao avanço da agenda ESG e ao aumento da litigiosidade ambiental
O Demarest, um dos maiores escritórios full service do Brasil e da América Latina, anunciou a contratação de Eduardo Ferreira como novo sócio da área Ambiental, em um movimento estratégico que reflete o crescente protagonismo da agenda socioambiental no ambiente de negócios. A chegada ocorre em um contexto em que a legislação ambiental deixa de ser apenas um requisito regulatório e passa a ocupar papel central na viabilidade econômica, competitividade e segurança jurídica de projetos empresariais.
Com sólida formação acadêmica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde concluiu graduação, especialização e mestrado em Direitos Difusos e Coletivos, Ferreira acumula mais de 25 anos de experiência na área ambiental. Ao longo de sua trajetória, atuou em escritórios de referência, consolidando expertise em contencioso judicial e administrativo, além de forte atuação consultiva em temas estratégicos relacionados à sustentabilidade.
Contencioso e gestão de crises no centro da atuação
No Demarest, o novo sócio terá como foco principal a condução de disputas judiciais e administrativas, especialmente em casos de alta complexidade envolvendo questões ambientais. Sua atuação também inclui a estruturação de estratégias pré-contenciosas, negociação com autoridades e órgãos de controle, além do gerenciamento de crises socioambientais, um campo cada vez mais relevante para empresas expostas a riscos regulatórios e reputacionais.
A abordagem integrada com outras áreas do escritório é um dos pilares da estratégia. A ideia é alinhar o Direito Ambiental a práticas como M&A, infraestrutura, energia e compliance, criando soluções jurídicas mais robustas e alinhadas às demandas do mercado.
Segundo Ferreira, a legislação ambiental evoluiu para se tornar um vetor estratégico na tomada de decisões empresariais. “Quando tratada com técnica e governança, ela reduz incertezas e se transforma em uma alavanca para novos negócios, trazendo previsibilidade ao licenciamento e fortalecendo cadeias produtivas”, afirma.
COP30 e aumento da pressão regulatória
O contexto internacional também influencia diretamente esse movimento. A realização da COP30 no Brasil reforçou o protagonismo do país nas discussões climáticas globais e intensificou a atenção sobre políticas públicas e práticas empresariais relacionadas à sustentabilidade.
De acordo com o novo sócio, esse cenário vem acompanhado de um aumento significativo no número de demandas judiciais envolvendo temas ambientais, especialmente aquelas relacionadas à regularidade de licenciamento. “O licenciamento pode ser visto como entrave para quem não está preparado, mas também como um instrumento de segurança jurídica para empresas que conseguem atender às exigências e se antecipar às mudanças regulatórias”, destaca.
Setores sensíveis e interlocução institucional
A experiência de Ferreira inclui assessoria a empresas de setores historicamente sensíveis do ponto de vista ambiental, como agronegócio e mineração. Sua atuação abrange ainda casos envolvendo áreas contaminadas e negociações com autoridades públicas e Ministério Público, frequentemente em contextos de alta complexidade e múltiplos stakeholders.
Esse perfil é visto como um diferencial estratégico pelo escritório. Para José Diaz, managing partner do Demarest, a chegada do novo sócio responde à crescente sofisticação das demandas empresariais. “Hoje, as frentes preventiva, consultiva e contenciosa precisam atuar de forma coordenada para sustentar decisões críticas. A experiência do Eduardo fortalece nossa capacidade de resposta em cenários desafiadores”, afirma.
Crescimento da prática ambiental no mercado jurídico
A expansão da área Ambiental acompanha uma tendência mais ampla do mercado jurídico, que vem registrando aumento tanto no volume quanto na complexidade das demandas relacionadas ao tema. Para Luiz Fernando Henry Sant’Anna, sócio da área de Resolução de Disputas, o contencioso ambiental ganhou densidade técnica e impacto estratégico nos últimos anos.
Já Fernanda Stefanelo, sócia das áreas Ambiental e ESG, destaca que o crescimento da prática não se limita à litigiosidade. “O Direito Ambiental se consolida como uma disciplina estrutural para decisões corporativas. Ele exige integração entre técnica jurídica, gestão de risco, interlocução institucional e planejamento de longo prazo”, afirma.
Estrutura reforçada e visão de longo prazo
Com a chegada de Ferreira, o Demarest passa a contar com um total de 114 sócios. A área Ambiental, em especial, ganha ainda mais robustez, reunindo uma equipe de cerca de 20 advogados e nomes como Marcelo Azevedo.
O movimento sinaliza uma aposta clara do escritório na consolidação do Direito Ambiental como eixo estratégico para empresas que operam em setores regulados e expostos a riscos socioambientais. Em um cenário de maior fiscalização, pressão por transparência e avanço da agenda ESG, a tendência é que a demanda por assessoria especializada continue crescendo, não apenas para mitigar riscos, mas para viabilizar oportunidades de negócios sustentáveis.



