Plataforma do Grupo Equatorial foca na rastreabilidade da matriz para atender metas de Escopo 2; Brasil lidera emissões globais do certificado com 19% do volume mundial.
A Echoenergia, braço de soluções renováveis do Grupo Equatorial, consolidou em 2025 sua estratégia de expansão na oferta de Certificados Internacionais de Energia Renovável (I-RECs). A iniciativa visa atender a uma demanda crescente do setor corporativo por mecanismos que comprovem a origem da eletricidade consumida, permitindo o abatimento de emissões de Escopo 2, aquelas vinculadas diretamente ao consumo de energia elétrica das organizações.
O movimento da companhia ocorre em um momento de protagonismo brasileiro no mercado global de ativos ambientais. No último ano, o Brasil liderou as emissões mundiais de I-RECs, com aproximadamente 64 milhões de certificados emitidos. O volume representa 19% do total global, um reflexo direto da robustez da matriz renovável brasileira e do endurecimento das metas de sustentabilidade das companhias instaladas no país.
Rastreabilidade e metas de Escopo 2
Os I-RECs funcionam como um lastro oficial para garantir que cada 1 MWh de energia consumida tenha sido, de fato, gerado por fontes limpas, como eólica, solar ou biomassa. Para as empresas, o uso desses certificados é uma ferramenta de transparência indispensável para reportar progressos em relatórios de sustentabilidade e atender a critérios de investidores.
Ao analisar o comportamento do mercado, o gerente comercial da Echoenergia, André Breviglieri, destaca a mudança de patamar na exigência das companhias por provas verificáveis de sustentabilidade: “Temos observado um aumento entre nossos clientes na busca por instrumentos que comprovem a origem da energia consumida, à medida que as empresas avançam em suas metas climáticas e precisam dar mais transparência às suas estratégias de descarbonização. Os certificados ajudam justamente a garantir essa rastreabilidade da energia renovável”.
Autoprodução como aliada estratégica
Além da aquisição direta de certificados, o mercado tem visto a convergência entre os I-RECs e modelos mais complexos de suprimento, como a autoprodução de energia. Nesse formato, a empresa torna-se sócia de ativos de geração, garantindo não apenas o selo de energia limpa, mas também previsibilidade de custos e proteção contra a volatilidade de preços do Mercado Livre de Energia (ACL).
Quando estruturada sobre fontes eólica ou solar, a autoprodução potencializa o impacto positivo nas estratégias ESG (Environmental, Social and Governance). A Echoenergia tem utilizado sua expertise na gestão desses ativos para oferecer soluções que unem segurança energética e credibilidade ambiental, consolidando o I-REC como a peça final que garante a conformidade com as exigências climáticas internacionais.



