Petrobras reformula Diretoria Executiva: Claudio Schlosser deixa Logística e Angélica Laureano assume posto chave

Mudança aprovada pelo Conselho de Administração antecipa fim de mandato na área de Comercialização e Mercados; William França acumula interinamente a diretoria de Transição Energética e Sustentabilidade.

A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (6/4), uma reestruturação em sua Diretoria Executiva que altera o comando de áreas nevrálgicas para a geração de caixa e a estratégia de descarbonização da companhia. Em reunião do Conselho de Administração, foi aprovado o encerramento antecipado do mandato de Claudio Romeo Schlosser, que ocupava a Diretoria Executiva de Logística, Comercialização e Mercados. A saída tem vigência imediata e marca uma troca importante na gestão da política de preços e logística de suprimentos da estatal.

Para ocupar a vacância, o colegiado nomeou Angélica Laureano, que assume a Diretoria de Logística, Comercialização e Mercados a partir desta terça-feira (7/4). Laureano, que vinha conduzindo a agenda de sustentabilidade da petroleira, terá um mandato unificado com os demais membros da diretoria, estendendo-se até abril de 2027.

Movimentações na Transição Energética e Sustentabilidade

Com a migração de Angélica Laureano para a área comercial, a Diretoria Executiva de Transição Energética e Sustentabilidade, pilar central do Plano Estratégico da companhia, passará a ser gerida de forma interina. O atual Diretor Executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, foi designado para acumular as funções.

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A petroleira detalhou a natureza da substituição temporária em comunicado ao mercado: “O Diretor Executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, passa a exercer, de forma temporária, cumulativa e sem prejuízo de suas demais funções, as atividades de Diretor Executivo de Transição Energética e Sustentabilidade, posição até então ocupada por Angélica.”

Desafios da nova gestão de Mercados

A nomeação de Angélica Laureano ocorre em um momento de volatilidade nos preços internacionais do petróleo e de discussões intensas sobre a infraestrutura logística brasileira. Sob sua gestão estarão ativos críticos e a responsabilidade de equilibrar a competitividade da Petrobras no mercado interno com as demandas de rentabilidade dos acionistas.

Ao informar sobre a saída de Schlosser, a estatal limitou-se aos ritos de governança, sem detalhar os motivos da antecipação: “A Petrobras informa que seu Conselho de Administração, em reunião realizada hoje (6/4), aprovou o encerramento antecipado do mandato do Diretor Executivo de Logística, Comercialização e Mercados, Claudio Romeo Schlosser, com vigência imediata.”

Continuidade do mandato unificado

A escolha interna para a sucessão nas diretorias sinaliza uma busca por estabilidade institucional. Ao definir o mandato de Laureano até abril de 2027, o Conselho de Administração alinha a nova diretora ao ciclo de gestão dos demais executivos, garantindo unidade na execução das metas de curto e médio prazo.

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A transição ocorre em conformidade com os ritos de governança e os processos de compliance da Petrobras. A expectativa do mercado agora se volta para a indicação definitiva de um nome para a Transição Energética, área que ganha cada vez mais peso no portfólio da companhia diante da pressão global por investimentos em baixo carbono.

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