CBMM acelera diversificação e novos materiais já respondem por 25% da receita global

Com aporte recorde em P&D, líder mundial em Nióbio acelera a transição do aço para a eletromobilidade e registra lucro de R$ 6,4 bilhões.

A CBMM encerrou o exercício de 2025 consolidando uma transformação estrutural em seu modelo de negócios. Ao completar 70 anos de operação, a companhia brasileira, que detém a liderança global no mercado de Nióbio, registrou um avanço significativo em sua estratégia de diversificação. Pela primeira vez, aplicações fora da indústria siderúrgica, como baterias de carregamento ultrarrápido, data centers e materiais avançados, alcançaram a marca de 25% do faturamento total da empresa, sinalizando o papel central do mineral na transição energética global.

O desempenho operacional foi acompanhado por resultados financeiros históricos. A receita líquida somou R$ 14,5 bilhões, uma alta de 8,3% frente ao ano anterior, com o EBITDA atingindo R$ 10,2 bilhões. No período, a CBMM superou a marca de 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente vendidas, operando com uma disciplina estratégica que garantiu um lucro líquido de R$ 6,4 bilhões e investimentos em CAPEX da ordem de R$ 1,1 bilhão.

Inovação e o Futuro do Armazenamento de Energia

O motor dessa diversificação reside no Programa de Tecnologia da companhia, que recebe aportes anuais entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões. Com mais de 200 projetos ativos em parceria com centros de pesquisa e universidades internacionais, o foco da CBMM tem se voltado progressivamente para soluções de eficiência energética e descarbonização.

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O Nióbio tem se mostrado um componente disruptivo na química de baterias, permitindo recargas mais rápidas e maior estabilidade térmica, atributos essenciais para a expansão da frota global de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia em larga escala. A longevidade dessa estratégia está assegurada pela renovação da parceria público-privada com a Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais), que estendeu o direito de exploração das minas de Araxá (MG) até 2070.

Descarbonização e Metas ESG para 2030

A sustentabilidade operacional também avançou em 2025, com a companhia integrando a agenda ESG ao centro de sua governança. A meta intermediária estabelecida prevê uma redução de 30% na intensidade das emissões dos Escopos 1 e 2 até 2030, servindo de base para o compromisso de neutralidade de carbono (Net Zero) até 2040.

Nos últimos dez anos, a CBMM já logrou uma redução de 55% em suas emissões diretas e indiretas. Essa jornada de descarbonização industrial inclui a substituição de combustíveis fósseis por alternativas renováveis, como o uso de biometano em substituição ao GLP e a adoção de carvão vegetal renovável no lugar do coque. Além disso, a eletrificação de equipamentos pesados e processos industriais tem sido uma prioridade para ganhos de eficiência.

Impacto Socioeconômico e Desenvolvimento Regional

A robustez dos números financeiros traduz-se em impacto direto na comunidade onde a empresa opera. Em 2025, a CBMM destinou R$ 42 milhões a mais de 90 iniciativas sociais, beneficiando cerca de 1 milhão de pessoas. O foco dos investimentos diretos e incentivados permanece em Araxá, concentrando 70% dos recursos em pilares como educação, saúde e empreendedorismo.

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A estratégia de longo prazo da companhia reafirma a capacidade do Brasil de liderar cadeias de valor de alta tecnologia a partir de seus recursos naturais. Ao manter uma capacidade instalada de 150 mil toneladas anuais — volume superior à demanda global de 133 mil toneladas registrada no último período, a CBMM posiciona-se não apenas como fornecedora, mas como garantidora da segurança de suprimento para as indústrias de tecnologia avançada em todo o mundo.

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