Com EBITDA 37% acima do previsto e backlog bilionário, perfuradora avança em desalavancagem e prepara listagem no mercado principal da Bolsa de Oslo
A Constellation Oil Services encerrou 2025 com resultados que consolidam sua recuperação financeira e reforçam sua posição estratégica no mercado de perfuração offshore, especialmente no contexto de retomada de investimentos no pré-sal brasileiro. A companhia reportou EBITDA ajustado de US$ 233 milhões, 37% acima do guidance, evidenciando uma combinação de disciplina operacional, renegociação contratual e alta utilização da frota.
O desempenho ocorre em um momento de reconfiguração do mercado global de óleo e gás, com crescente demanda por ativos de perfuração em águas profundas e ultraprofundas, cenário no qual o Brasil assume protagonismo.
Resultado acima do esperado e expansão de margens
A performance da Constellation Oil Services foi sustentada por uma margem EBITDA de 39% sobre a receita líquida, que totalizou US$ 597 milhões em 2025, crescimento de 6% na comparação anual. O resultado reflete não apenas a continuidade operacional de ativos relevantes, mas também a captura de melhores condições comerciais em contratos renegociados.
Entre os destaques operacionais estão as extensões contratuais das sondas Gold Star e Atlantic Star, além da entrada em operação do navio-sonda Tidal Action e da plataforma jackup Admarine 511, ampliando a atuação da companhia na gestão de ativos de terceiros.
Eficiência operacional e liderança no offshore brasileiro
A elevada eficiência operacional foi um dos pilares do desempenho no período. A companhia atingiu um uptime médio de 95%, indicador que reforça sua posição de destaque no chamado “Sondópolis”, ranking de desempenho operacional e segurança associado à Petrobras.
O cenário regional também favorece a estratégia da empresa: das 43 unidades de perfuração em operação na América do Sul, 37 estão concentradas em águas brasileiras, o que posiciona a Constellation Oil Services no centro da dinâmica de exploração do pré-sal.
“Os resultados de 2025 demonstram a solidez da nossa operação, com elevada utilização da frota, novos contratos em bases mais atrativas e a conclusão de transições relevantes. Essa combinação, somada a uma frota robusta e diversificada, fortaleceu nossa geração de caixa e nos coloca em posição privilegiada para aproveitar as oportunidades de um novo ciclo de crescimento no offshore brasileiro”, destacou Rodrigo Ribeiro, CEO Constellation Oil Services.
Desalavancagem e fortalecimento financeiro
O balanço de 2025 evidencia avanços consistentes na estrutura de capital. A dívida líquida foi reduzida de US$ 460 milhões para US$ 418 milhões, enquanto a posição de caixa alcançou US$ 228 milhões, indicando maior robustez financeira e capacidade de enfrentar ciclos de volatilidade no setor. Além disso, o backlog de contratos atingiu US$ 1,7 bilhão, garantindo visibilidade de receitas para os próximos anos e sustentando o planejamento de médio prazo.
A frota da empresa permanece como uma das mais diversificadas da região, composta por sete sondas próprias, Alpha, Amaralina, Atlantic, Brava, Gold, Laguna e Lone Star, além de unidades sob gestão em parceria com players internacionais como Hanwha Ocean e ADES Holding Company.
Uplisting na Oslo Børs e acesso a capital global
Para 2026, a Constellation Oil Services direciona sua estratégia ao mercado de capitais internacional. A companhia prepara a migração para o mercado principal da Oslo Børs, na Noruega, considerada uma das principais praças globais para empresas do setor de energia e offshore.
O movimento de uplisting tende a elevar os padrões de governança corporativa, ampliar o acesso a investidores institucionais e aumentar a liquidez das ações. Em um ambiente de restrição global de sondas de alta especificação, a visibilidade internacional pode se traduzir em vantagem competitiva na disputa por contratos.
Offshore em retomada e janela de oportunidade
O desempenho da Constellation Oil Services reflete um ciclo mais amplo de retomada do segmento offshore, impulsionado pela necessidade de recomposição de reservas e pela demanda global por energia.
No Brasil, o avanço da exploração em águas ultraprofundas, aliado à resiliência do pré-sal, cria um ambiente favorável para empresas com ativos operacionais eficientes e capacidade de execução comprovada.
Nesse contexto, a combinação de desalavancagem, aumento de eficiência e acesso ao mercado internacional posiciona a companhia para capturar valor em um ciclo que tende a ser mais seletivo, competitivo e intensivo em capital.



