Acordo prevê investimento em infraestrutura com 1,5 GW de capacidade inicial, abastecida por energia limpa, para transformar o Rio na capital da inteligência artificial no continente
O futuro digital do Brasil ganhou um impulso decisivo nesta quinta-feira (14), durante o Rio Innovation Week. A Elea Data Centers assinou, ao lado da Prefeitura do Rio de Janeiro e da Oracle Brasil, um Memorando de Entendimentos (MoU) para acelerar o desenvolvimento da Rio AI City — um ambicioso projeto que pretende transformar o Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, em um dos maiores polos de data centers do mundo.
A assinatura ocorreu com a presença de Alessandro Lombardi, presidente e fundador da Elea; Eduardo Paes, prefeito do Rio; e Alexandre Maioral, presidente da Oracle Brasil. A iniciativa é conduzida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE) e representa um passo estratégico para consolidar o Centro Metropolitano como o maior hub de data centers da América Latina e um dos dez maiores do planeta.
Capacidade inédita e energia 100% limpa
O projeto prevê uma capacidade inicial de 1,5 gigawatts (GW) até 2027, podendo atingir 3,2 GW até 2032. Toda a operação será abastecida por fontes de energia limpa, fator crucial para atender às crescentes demandas de sustentabilidade no setor de tecnologia e infraestrutura digital.
Segundo Lombardi, a proposta une escala, eficiência e compromisso ambiental:“Com essa parceria, damos um passo decisivo para atingir nosso propósito. O Rio AI City é um projeto que nasce com infraestrutura robusta, energia limpa e alta conectividade, pronto para atrair talentos e negócios que moldarão a próxima era digital. O Brasil, e especialmente o Rio de Janeiro, têm agora a oportunidade de estar no centro desse movimento global de transformação”, afirmou Alessandro Lombardi.
Capital latino-americana da inteligência artificial
Para o prefeito Eduardo Paes, a cidade já possui os ativos estratégicos necessários para se tornar protagonista global na área. “Estamos criando as condições adequadas com os ativos que a cidade já tem, energia limpa, produção de conhecimento e conectividade, via cabos submarinos, para que o Rio se consolide como a capital da IA na América Latina”, declarou o prefeito.
Além de infraestrutura e energia, o projeto aproveita a vantagem geográfica do Rio, que já conta com conexões internacionais por cabos submarinos de alta capacidade, ligando a cidade diretamente a diversos pontos do globo.
Compromisso corporativo com a inovação
Para a Oracle, a Rio AI City representa mais do que um polo físico: é uma plataforma de inovação e aceleração tecnológica.
“Com o Rio AI City, reforçamos o compromisso da Oracle em disponibilizar ao Brasil e à América Latina tecnologia de ponta em inteligência artificial e infraestrutura de data centers. Queremos apoiar empresas e instituições a inovarem mais rápido, com soluções seguras, escaláveis e sustentáveis”, reforçou Alexandre Maioral, presidente da Oracle no Brasil.
O projeto também conta com apoio institucional da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) e da Invest.Rio, que terão papel importante na atração de investidores e no estímulo à instalação de empresas no local.
Potencial de atração de investimentos bilionários
De acordo com Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, o Rio reúne todos os ingredientes para se consolidar como destino estratégico para data centers em escala global:
“O Rio tem todas as condições para se tornar um dos grandes hubs de data center do mundo: infraestrutura, energia limpa e profissionais capacitados. Certamente o projeto irá atrair mais investimentos robustos para a cidade”.
A expectativa é que o empreendimento estimule a geração de empregos de alta qualificação, impulsione a indústria de tecnologia nacional e posicione o Brasil como referência em infraestrutura digital de grande escala.
Impacto para o setor de energia e tecnologia
O uso exclusivo de energia limpa para alimentar o complexo reforça a conexão entre o setor elétrico e o avanço da inteligência artificial. Com o crescimento exponencial da demanda por processamento de dados, iniciativas como a Rio AI City colocam o Brasil na rota das grandes corporações globais que buscam operações sustentáveis e de alta performance.
A Elea Data Centers, que já atua em projetos de infraestrutura digital de grande porte, pretende transformar a Rio AI City não apenas em um polo tecnológico, mas em um ecossistema capaz de fomentar inovação, pesquisa e novas aplicações de IA no país.



