Consumo de energia cresce 1,7% em junho e confirma tendência de alta no SIN

Segundo o ONS, carga acumulada nos últimos 12 meses subiu 3,2%, com destaque para o avanço expressivo nas regiões Norte e Sul; Sudeste/Centro-Oeste foi a única área com retração no mês

A carga de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN) apresentou alta de 1,7% em junho de 2025, alcançando 77.055 megawatts médios (MWmed), em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados foram divulgados no Boletim Mensal de Carga do ONS, que também aponta aceleração de 3,2% no consumo acumulado dos últimos 12 meses.

O avanço reflete a resiliência da demanda elétrica em meio a um cenário climático atípico, com registros de chuvas acima da média e temperaturas comportadas em diversas regiões. “Esse crescimento indica uma recuperação sustentada do consumo nacional, apesar da influência de variáveis meteorológicas e da performance econômica diferenciada entre os subsistemas”, avalia o ONS no documento.

Sudeste/Centro-Oeste recua, enquanto Norte e Sul impulsionam a carga

Entre os quatro subsistemas que compõem o SIN, apenas o Sudeste/Centro-Oeste registrou retração na carga em junho, com queda de 0,3% e consumo médio de 42.628 MWmed. Em contrapartida, as demais regiões mantiveram trajetória de crescimento, lideradas pelo Sul, que teve alta de 5,3% (13.537 MWmed), e pelo Norte, com avanço de 4,9% (8.087 MWmed). O Nordeste também apresentou expansão de 2,9%, atingindo 12.803 MWmed no período.

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No acumulado dos últimos 12 meses, todas as regiões apresentaram resultados positivos: o Norte cresceu 7%, o Sul 4,7%, o Nordeste 2,8% e o Sudeste/Centro-Oeste 2,2%. Esses números evidenciam a consolidação da recuperação da atividade econômica, principalmente nas regiões com maior intensidade industrial e expansão do agronegócio.

Fatores climáticos impactaram o comportamento da carga em junho

O desempenho da carga no mês foi influenciado por condições meteorológicas mais brandas do que o habitual para o período. Segundo o ONS, a precipitação ficou acima da média climatológica em todas as regiões do país, enquanto as temperaturas máximas estiveram abaixo da média histórica no Sul, Norte e partes do litoral nordestino.

No Sudeste e Centro-Oeste, embora as temperaturas tenham se mantido dentro de padrões médios, o comportamento climático ajudou a conter a demanda por refrigeração, o que pode ter contribuído para a leve retração observada no consumo da região. Além disso, o perfil de carga industrial e comercial dessas regiões também exerce papel relevante na oscilação mensal da demanda.

Panorama reforça importância de planejamento para atendimento ao SIN

A análise de evolução da carga é um dos principais indicadores utilizados pelo ONS para o planejamento da operação do SIN, sobretudo no contexto da transição energética e da maior participação de fontes intermitentes na matriz elétrica.

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O desempenho recente mostra que o sistema mantém sua robustez, mesmo diante de variações climáticas significativas.

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