Projeção indica ENA acima da MLT também no Sudeste/Centro-Oeste, enquanto Nordeste e Norte devem permanecer abaixo da média; carga do SIN pode crescer 7,2% na comparação anual
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) projeta que dois subsistemas do Sistema Interligado Nacional (SIN) encerrem novembro com Energia Natural Afluente (ENA) acima da Média de Longo Termo (MLT). O Sul deve registrar o maior índice, de 247%, seguido pelo Sudeste/Centro-Oeste, com 138%. No Nordeste e no Norte, as afluências previstas são de 60% e 51% da média histórica, respectivamente.
Os números constam do Programa Mensal de Operação (PMO) para o período de 7 a 13 de novembro. As projeções indicam condições hidrológicas distintas entre as regiões, com maior volume esperado de afluências no Sul e no Sudeste/Centro-Oeste e desempenho inferior à média no Norte e no Nordeste.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, atribui a perspectiva de chuvas acima da média no Sul à influência do El Niño e afirma que o operador mantém o monitoramento das demais regiões: “A região Sul segue com perspectivas de chuva acima da média, fato que tem correlação com os efeitos do fenômeno El Niño no Brasil. O Operador segue atento aos demais cenários, de forma a atuar com ações preventivas que preservem a segurança e o pleno fornecimento de energia para a sociedade.”
Reservatórios: Sul pode atingir 92,9% de armazenamento
As projeções de Energia Armazenada (EAR) também apontam diferenças entre os subsistemas. O Sul deve alcançar 92,9% da capacidade de armazenamento ao final do mês, enquanto o Sudeste/Centro-Oeste pode chegar a 58,3%.
Para o Nordeste, a estimativa é de 56,7%, e, para o Norte, de 47,5%. Os percentuais representam a expectativa de armazenamento dos reservatórios, indicador distinto da ENA, que mede a energia potencial associada às afluências hidrológicas.
O Sudeste/Centro-Oeste concentra cerca de 70% dos reservatórios do país, o que confere relevância às condições da região para o acompanhamento da situação de armazenamento do sistema.
Carga do SIN deve crescer 7,2%
Além do cenário hidrológico, o ONS prevê expansão da carga de energia em todos os subsistemas na comparação entre novembro de 2026 e o mesmo mês de 2025. Para o SIN, a projeção é de crescimento de 7,2%, com carga de 87.995 MWmed.
O maior avanço percentual deve ocorrer no Nordeste, onde a demanda pode aumentar 12,7%, alcançando 15.869 MWmed. No Norte, a expansão estimada é de 8,5%, para 9.723 MWmed. No Sudeste/Centro-Oeste, a carga deve crescer 6,6%, chegando a 48.027 MWmed. Já no Sul, a previsão é de alta de 2,8%, para 14.377 MWmed.
CMO varia entre R$ 4,25 e R$ 289,25
O Custo Marginal de Operação (CMO) apresenta valores diferentes entre os subsistemas. As projeções do ONS indicam R$ 4,25 no Sul e R$ 289,25 no Norte. No Sudeste/Centro-Oeste e no Nordeste, o valor previsto é o mesmo: R$ 22,23.
A diferença entre os custos marginais reflete os resultados das condições e restrições consideradas na programação da operação para cada região. Os valores integram os indicadores utilizados pelo operador no planejamento do atendimento à demanda e na avaliação das condições de operação do SIN.


