Alta de R$ 0,45 por litro reflete pressões no Oriente Médio e Leste Europeu; fórmula contratual mitiga oscilações diárias do mercado internacional
A Petrobras elevou em 7,2%, na média, os preços de venda do Querosene de Aviação (QAV) às distribuidoras a partir de domingo (1º). O ajuste representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação às tabelas praticadas em outubro e acompanha a valorização do derivado no mercado internacional.
A alta reflete a restrição na oferta global de combustíveis aeronáuticos, impulsionada pela escalada de conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela perda de capacidade operacional de refinarias na Rússia e na Ucrânia.
Metodologia contratual amortece oscilações internacionais
O reajuste mensal cumpre a fórmula paramétrica adotada nos contratos de fornecimento de QAV da estatal. O modelo suaviza os repasses ao diluir os picos de volatilidade das cotações externas ao longo do tempo, em contraste com praças internacionais que aplicam revisões diárias às companhias aéreas.
Em esclarecimento divulgado à imprensa, a petroleira informou que as oscilações acumuladas no exterior desde o início das instabilidades geopolíticas superam os reajustes aplicados no Brasil. A estatal destacou que a defasagem temporal entre a volatilidade diária estrangeira e os reajustes mensais domésticos garante a competitividade do combustível produzido no país.
Impacto na estrutura de custos e na cadeia de abastecimento
O movimento de alta pressiona os custos estruturais da aviação comercial e executiva nacional, setor em que o combustível representa entre 35% e 40% das despesas operacionais totais.
Ao manter a paridade com o mercado externo ajustada por periodicidade mensal, a Petrobras busca preservar a margem da atividade de refino no país, sem expor a cadeia nacional de abastecimento de combustíveis a oscilações intradiárias do barril de petróleo e de seus derivados.



