Petrobras reajusta QAV em 7,2% em novembro impulsionada por volatilidade no refino global

Alta de R$ 0,45 por litro reflete pressões no Oriente Médio e Leste Europeu; fórmula contratual mitiga oscilações diárias do mercado internacional

A Petrobras elevou em 7,2%, na média, os preços de venda do Querosene de Aviação (QAV) às distribuidoras a partir de domingo (1º). O ajuste representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro em relação às tabelas praticadas em outubro e acompanha a valorização do derivado no mercado internacional.

A alta reflete a restrição na oferta global de combustíveis aeronáuticos, impulsionada pela escalada de conflitos geopolíticos no Oriente Médio e pela perda de capacidade operacional de refinarias na Rússia e na Ucrânia.

Metodologia contratual amortece oscilações internacionais

O reajuste mensal cumpre a fórmula paramétrica adotada nos contratos de fornecimento de QAV da estatal. O modelo suaviza os repasses ao diluir os picos de volatilidade das cotações externas ao longo do tempo, em contraste com praças internacionais que aplicam revisões diárias às companhias aéreas.

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Em esclarecimento divulgado à imprensa, a petroleira informou que as oscilações acumuladas no exterior desde o início das instabilidades geopolíticas superam os reajustes aplicados no Brasil. A estatal destacou que a defasagem temporal entre a volatilidade diária estrangeira e os reajustes mensais domésticos garante a competitividade do combustível produzido no país.

Impacto na estrutura de custos e na cadeia de abastecimento

O movimento de alta pressiona os custos estruturais da aviação comercial e executiva nacional, setor em que o combustível representa entre 35% e 40% das despesas operacionais totais.

Ao manter a paridade com o mercado externo ajustada por periodicidade mensal, a Petrobras busca preservar a margem da atividade de refino no país, sem expor a cadeia nacional de abastecimento de combustíveis a oscilações intradiárias do barril de petróleo e de seus derivados.

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