Operadora onshore reduz dívida líquida em 14%, eleva margem EBITDA para 49% e fecha novo contrato comercial de longo prazo.
A PetroReconcavo encerrou o segundo trimestre de 2026 com avanço consistente dos indicadores financeiros e operacionais, sustentado pela disciplina na gestão de custos, fortalecimento da geração de caixa e estratégia de comercialização da produção. Entre abril e junho, a companhia registrou lucro líquido de R$ 203 milhões, alta de 64% em relação ao primeiro trimestre do ano, enquanto a receita líquida alcançou R$ 808 milhões, crescimento de 18% na mesma base de comparação.
Os resultados também refletem melhora na rentabilidade operacional. O EBITDA ajustado somou R$ 396 milhões, avanço de 28% frente aos R$ 310 milhões registrados no trimestre anterior, elevando a margem EBITDA para 49%, incremento de 3,7 pontos percentuais.
Além do desempenho operacional, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de R$ 100 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP), com pagamento previsto para 27 de agosto. O valor se soma aos R$ 100 milhões distribuídos em maio, enquanto a companhia mantém a previsão de pagar outros R$ 300 milhões em dividendos em três parcelas anuais até dezembro de 2028.
Eficiência operacional sustenta expansão dos resultados
Mesmo em um ambiente marcado por volatilidade no mercado internacional de petróleo e incertezas macroeconômicas, a PetroReconcavo conseguiu ampliar sua rentabilidade mantendo foco na eficiência operacional e no controle de despesas.
Ao comentar o desempenho do trimestre, o CEO da companhia, José Firmo, atribuiu o resultado à execução da estratégia corporativa voltada para geração de valor de longo prazo: “O segundo trimestre de 2026 foi marcado por maior instabilidade geopolítica, com reflexos diretos sobre o mercado internacional de petróleo, incertezas no cenário macroeconômico global e oscilações relevantes nos mercados financeiros. Nesse contexto, seguimos concentrados na execução disciplinada da nossa estratégia, com foco na eficiência operacional, na otimização da estrutura de custos e na geração de valor de longo prazo.”
A evolução dos resultados evidencia a capacidade da operadora de preservar margens mesmo em um cenário de preços internacionais sujeitos a oscilações, característica que tem marcado o mercado global de petróleo nos últimos meses.
Geração de caixa impulsiona redução do endividamento
A melhora operacional também contribuiu para o fortalecimento da estrutura financeira da companhia.
Ao final de junho, a dívida líquida da PetroReconcavo foi reduzida para R$ 1,4 bilhão, retração de 14% em relação ao saldo registrado no encerramento de 2025, de R$ 1,63 bilhão. Como consequência, o índice de alavancagem financeira, medido pela relação Dívida Líquida/EBITDA, recuou para 1,01 vez, frente a 1,04 vez observadas ao término do primeiro trimestre.
A redução do endividamento amplia a flexibilidade financeira da companhia para manter investimentos em ativos operacionais e preservar sua política de remuneração aos acionistas.
Recuperação secundária permanece como prioridade operacional
No segmento operacional, a produção média permaneceu praticamente estável no trimestre.
A companhia produziu 24,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia), ligeiramente abaixo dos 24,3 mil boe/dia registrados entre janeiro e março. Para sustentar a produção de seus campos maduros, a PetroReconcavo manteve os investimentos em projetos de recuperação secundária por meio da injeção de água nos reservatórios.
Os principais projetos seguem concentrados nos polos de Miranga, na Bacia do Recôncavo (BA), e nos polos Sabiá e Riacho da Forquilha, na Bacia Potiguar (RN). A estratégia busca aumentar o fator de recuperação dos reservatórios e prolongar a vida útil dos ativos produtores.
Novo contrato fortalece estratégia comercial
Outro destaque do trimestre foi o fortalecimento da estratégia de comercialização do petróleo produzido pela empresa. Além de aditivos firmados com a Brava Energia, a PetroReconcavo assinou um novo contrato de comercialização com duração de cinco anos.
O acordo estabelece compromisso mínimo de compra correspondente a 50% da produção da companhia e busca reduzir os descontos historicamente aplicados ao petróleo comercializado em relação às referências internacionais, proporcionando maior previsibilidade de receitas ao longo dos próximos anos.
ESG e governança ganham reforço
No campo socioambiental, a companhia informou que seu Relatório de Sustentabilidade de 2025 aponta impacto positivo sobre aproximadamente 21 mil pessoas nas regiões de atuação das Bacias do Recôncavo e Potiguar.
Na área de governança corporativa, a empresa recebeu a certificação Pro-Ética 2025-2026, concedida pela Controladoria-Geral da União (CGU), em parceria com o Instituto Ethos, reconhecimento destinado às organizações que adotam elevados padrões de integridade, transparência e conformidade.
Com a combinação entre crescimento da rentabilidade, redução do endividamento, investimentos na revitalização de ativos maduros e fortalecimento da governança, a PetroReconcavo encerra o segundo trimestre reforçando sua estratégia de geração sustentável de caixa e criação de valor para acionistas em um ambiente ainda marcado pela volatilidade do mercado internacional de petróleo.



