Neoenergia eleva Capex no DF em 118% e projeta R$ 3,1 bilhões em distribuição até 2030

Após queda no DEC e FEC, concessionária energiza SE Guará 2 com 66,6 MVA e prevê expansão de 40% no quadro técnico.

A Neoenergia Brasília anunciou o maior plano de investimentos da história da concessão do Distrito Federal. Entre 2026 e 2030, a distribuidora aplicará R$ 3,1 bilhões em obras de expansão, modernização e digitalização da rede elétrica. O montante representa um crescimento de 118% sobre o ciclo anterior e visa elevar os patamares de segurança energética e qualidade no atendimento aos mais de 1,3 milhão de clientes da capital federal.

O programa compreende intervenções estruturantes de alta tensão, incluindo a construção e ampliação de cinco subestações e a implantação de 132 quilômetros de novas linhas de transmissão. O avanço do Capex coincide com a transição na liderança da companhia: em julho, André Santos assumiu a presidência da distribuidora para conduzir o ciclo de expansão da infraestrutura.

Ao analisar o direcionamento do novo programa de aportes na concessão, o executivo destaca o alinhamento dos investimentos com o adensamento da carga regional: “Estamos iniciando um novo ciclo de transformação da infraestrutura elétrica do Distrito Federal. Esses investimentos vão ampliar a capacidade da rede, aumentar a qualidade do fornecimento de energia e criar as condições necessárias para acompanhar o crescimento econômico e populacional da capital federal. É um compromisso de longo prazo com o desenvolvimento da região e com a melhoria da vida das pessoas.”

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Trajetória de DEC e FEC sustenta novas metas regulatórias

A aceleração dos investimentos ocorre após o ciclo de revitalização da rede no quinquênio 2021-2025. No período, os indicadores operacionais da distribuidora registraram evolução contínua: a Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) recuou 36%, enquanto a Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) caiu 43%.

Ambas as métricas encerraram 2025 abaixo dos limites regulatórios máximos fixados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A meta do novo plano é consolidar o Distrito Federal entre as capitais com os melhores índices de continuidade do país.

Inauguração da SE Guará 2 adiciona 66,6 MVA ao sistema elétrico

Como marco inicial do ciclo 2026-2030, a concessionária energizou a Subestação Guará 2. O ativo recebeu R$ 32 milhões em aportes e adiciona 66,6 MVA de potência de transformação à rede de distribuição, beneficiando diretamente 180 mil habitantes da Região Administrativa do Guará. A unidade incorpora arquitetura digital e sistemas automatizados que ampliam a margem de manobra do Operador do Sistema da distribuidora.

Ao avaliar os ganhos operacionais trazidos pelo novo ativo, o presidente da concessionária aponta a evolução na resiliência da rede e na velocidade de recomposição: “Os novos sistemas permitem identificar e isolar falhas com mais rapidez, agilizando o restabelecimento do fornecimento em caso de ocorrências. A estrutura contribui ainda para reduzir sobrecargas na rede, aumentar a qualidade do serviço e oferecer mais segurança energética para o desenvolvimento da região.”

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Ampliação do quadro próprio, inclusão e arrecadação tributária

Para suportar a execução do plano de obras e os serviços de campo, a distribuidora prevê expandir em até 40% seu contingente técnico até 2030. O plano de qualificação prevê a formação de 400 profissionais por meio da Escola de Eletricistas, com meta de 45% de participação feminina nas novas turmas.

Na frente de eficiência operacional e capacitação, o gestor pontua a estratégia de internalização de equipes: “A iniciativa está alinhada à estratégia de fortalecer nossas equipes próprias e ampliar capacidade operacional da distribuidora, contribuindo para ganhos de eficiência, qualidade dos serviços e melhoria contínua da experiência dos clientes.”

Além da infraestrutura de alta tensão, o pacote reserva R$ 40 milhões para regularização de ligações em áreas de vulnerabilidade, prevendo atender mais de 70 mil pessoas. O balanço do ciclo de transformação aponta ainda um impacto econômico local de R$ 4,3 bilhões em arrecadação de ICMS ao Distrito Federal e a inserção de 156 mil pessoas em programas de eficiência energética e desenvolvimento social.

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