BYD domina 74% dos emplacamentos de ônibus elétricos em julho e assume vice-liderança no acumulado do ano

Fabricante registra 66 das 89 unidades emplacadas no país e consolida avanço da mobilidade elétrica nas frotas de transporte público urbano.

A BYD registrou uma participação expressiva no mercado de transporte coletivo de emissão zero em julho de 2026. Dados de emplacamentos divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) indicam que, das 89 unidades de ônibus elétricos registradas no Brasil ao longo do mês, 66 foram fabricadas pela companhia. O volume representa 74,16% de participação na categoria no período.

O resultado mensal sucede um marco operacional para a fabricante no país. Poucas semanas antes da divulgação dos números de julho, a empresa concluiu o fornecimento de 265 ônibus elétricos para o sistema de transporte público do município de São Paulo, configurando a maior entrega individual de veículos pesados movidos a bateria da história do país.

Ao avaliar o momento do setor e a aceleração na substituição da frota a diesel, o diretor de Veículos Comerciais e Solar da BYD Brasil, Marcello Schneider, destaca a mudança de escala do segmento: “Os números de julho mostram que a eletrificação do transporte coletivo entrou em uma nova fase no Brasil. Quando três em cada quatro ônibus elétricos emplacados no País são da BYD, vemos não apenas a força da companhia, mas a consolidação de um mercado que ganha escala, atrai investimentos e fortalece a indústria nacional”, afirma Marcello Schneider.

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Avanço no acumulado de 2026 e infraestrutura de recarga

No balanço acumulado de janeiro a julho de 2026, os registros da Fenabrave confirmam a mudança no ranking das fabricantes. Com 175 unidades emplacadas no período de sete meses, a BYD ultrapassou a Mercedes-Benz e assumiu a segunda colocação nas vendas nacionais de ônibus elétricos.

A expansão desse mercado exige a estruturação contínua da infraestrutura de recarga e o suporte de rede por parte das concessionárias de distribuição de energia elétrica para atendimento à carga de média e alta tensão nas garagens de transbordo. A eletrificação do transporte público urbano atua como vetor de redução do consumo de combustíveis fósseis, mitigação da emissão de gases de efeito estufa (GEE) e redução de ruído nas áreas centrais das metrópoles.

Schneider destaca que o avanço da mobilidade elétrica no país depende de uma visão estratégica contínua: “A eletrificação avança quando deixa de ser uma iniciativa pontual e passa a fazer parte do planejamento de longo prazo das cidades. Cada novo ônibus elétrico nas ruas significa menos emissões, menos ruído e mais qualidade de vida para a população. É essa transformação concreta que queremos acelerar no Brasil. Se junho mostrou que o Brasil tinha capacidade para acelerar a eletrificação do transporte coletivo, julho indicou que esse movimento está ganhando tração e consistência. A liderança da BYD no segmento e os dados da Fenabrave mostram que a mobilidade de emissão zero avança de forma cada vez mais estruturada e se consolida como parte da transformação do transporte público brasileiro.”

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