Usina de 23,4 MW no interior paulista combina mitigação ambiental e disponibilidade operacional para garantir suporte de potência ao centro de carga
A Usina Termelétrica Paulínia Verde deu início, no dia 1º de agosto, à sua operação comercial no âmbito do Leilão de Reserva de Capacidade de 2026 (LRCAP). O marco consolida a entrada da primeira planta movida a biometano integrada à rede do Sistema Interligado Nacional (SIN), sob um contrato de fornecimento de energia firme com vigência de dez anos. Desenvolvido pela Mercurio Partners, em parceria com a Orizon VR e a Gera Energia, o empreendimento demandou investimento de R$ 180 milhões e conta com 23,4 MW de capacidade instalada, volume suficiente para suprir a demanda de cerca de 300 mil pessoas.
A unidade já havia sido contratada anteriormente no Procedimento Competitivo Simplificado (PCS) de 2021, reafirmando a maturidade regulatória e a versatilidade operacional da fonte no provimento de segurança Energética ao país.
Integração ao SIN e resiliência da matriz elétrica
A viabilização do ativo via LRCAP representa um avanço na diversificação dos atributos de potência do setor elétrico brasileiro, agregando uma fonte renovável e despachável que não depende de fatores climáticos intermitentes para ser acionada.
Ao destacar a aderência do ativo à tese de investimento da gestora, o fundador e CEO da Mercurio Partners, Alexandre Americano, ressaltou: “A entrada em operação via LRCAP reforça o compromisso da Mercurio Partners com investimentos em ativos que fortalecem a segurança e a resiliência da matriz elétrica do Brasil.”
Valorização do biogás urbano e descarbonização
O processo produtivo da UTE Paulínia Verde baseia-se na economia circular e no aproveitamento energético de resíduos sólidos. A usina utiliza o biogás gerado a partir da decomposição da matéria orgânica depositada no Ecoparque de Paulínia (SP). Após passar por um processo de purificação, o insumo é convertido em biometano e queimado em motores de alta eficiência para a geração de eletricidade.
Sob a ótica socioambiental, a transformação do passivo urbano em combustível renovável evita a emissão anual de aproximadamente 80 mil toneladas de CO2 equivalente na atmosfera, combinando modernização no tratamento de aterros sanitários com descarbonização ostensiva.
Atendimento estratégico a polo de elevada demanda
Além dos atributos ambientais, a UTE Paulínia Verde traz vantagens logísticas e elétricas relevantes por estar instalada na Região Metropolitana de Campinas, um dos maiores centros de carga e consumo industrial do país.
A localização estratégica permite que a usina injete energia despachável diretamente em uma área de alta demanda, prestando suporte imediato à estabilidade de tensão, ao controle de frequência e à confiabilidade operativa da malha nacional.



