Light flagra 6,2 mil irregularidades em julho e tenta conter perdas de R$ 1,3 bi/ano

Com prejuízo anual estimado em R$ 1,3 bilhão por fraudes, distribuidora amplia fiscalização no Rio de Janeiro e contabiliza 252 GWh recuperados no ano.

A Light ampliou o cerco contra o furto e a adulteração na medição de energia elétrica em toda a sua área de concessão no estado do Rio de Janeiro. Em balanço consolidado referente ao mês de julho, a distribuidora registrou a identificação de 6.271 irregularidades em residências e estabelecimentos comerciais. As ações de fiscalização em campo contaram com o apoio operacional da Polícia Civil e do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis).

A ofensiva resultou em oito prisões em flagrante, na condução de 26 indivíduos a delegacias para prestação de esclarecimentos e na lavratura de 31 registros de ocorrência policial. O aperto na fiscalização mira a redução das perdas não técnicas, gargalo operacional e financeiro histórico que penaliza a sustentabilidade econômica da concessão e compromete a qualidade do suprimento no mercado fluminense.

Mapeamento de fraudes abrange da capital à Baixada Fluminense

As inspeções técnicas flagraram intervenções ilícitas que variam desde ligações clandestinas diretas na rede de distribuição até manipulações sofisticadas nos sistemas de medição de comércios de médio porte, como restaurantes, padarias e outros empreendimentos de serviços, além do segmento residencial.

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A cobertura das operações concentrou esforços em pontos críticos da capital e da Região Metropolitana. Na cidade do Rio de Janeiro, os alvos englobaram bairros da Zona Norte e Zona Oeste, como Engenho da Rainha, Vigário Geral, Santa Cruz e Campo Grande, além de áreas de alta densidade consumidora na Zona Sul e Barra, a exemplo de Copacabana e Recreio dos Bandeirantes. Na Baixada Fluminense, as frentes de fiscalização atuaram fortemente nos municípios de Duque de Caxias e São João de Meriti.

Perdas não técnicas drenam R$ 1,3 bilhão em investimentos anuais

O impacto econômico do furto de energia elétrica na área de cobertura da Light permanece como um dos principais desafios regulatórios do setor. A companhia calcula que as fraudes causam um prejuízo estimado em R$ 1,3 bilhão por ano. O montante retirado do caixa da concessionária drena recursos que poderiam ser direcionados à modernização da infraestrutura de rede, à automação de subestações e à ampliação de programas de eficiência operacional.

O indicador de perdas atinge proporções críticas na área de concessão: para cada 100 clientes adimplentes e regulares, cerca de 36 consomem energia de forma ilícita. Além da severa perda financeira, as intervenções clandestinas provocam a sobrecarga dos transformadores, aumentam a incidência de interrupções não programadas e elevam os riscos de acidentes com eletricidade para a população.

Recuperação de 252 GWh no primeiro semestre de 2026

Apesar da complexidade socioeconômica do território atendido, o plano de regularização de ativos da distribuidora tem apresentado resultados na recuperação de volume de energia. Apenas no primeiro semestre de 2026, a Light normalizou mais de 153 mil ligações clandestinas entre unidades consumidoras residenciais e comerciais.

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O volume de energia recuperado pelas ações de combate às fraudes nos primeiros seis meses do ano atingiu 252 GWh. A quantidade de eletricidade reincorporada ao sistema de medição formal da concessionária seria suficiente para suprir a demanda de aproximadamente 84 mil residências ao longo de um ano inteiro, sinalizando o avanço das estratégias de inteligência de dados e fiscalização presencial.

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