Azul e Prime Energy ampliam acordo e unem Mercado Livre e GD para cortar custos em aeroportos

Com migração de novas cargas no ACL e inserção de 15 unidades em energia por assinatura, parceria projeta economia acumulada de R$ 5 milhões e consolida estratégia multicluster na aviação.

A busca por eficiência operacional e previsibilidade orçamentária no setor de transportes e logística ganha um novo marco com a expansão do ecossistema de soluções energéticas da Azul Linhas Aéreas. Em um movimento estratégico de gerenciamento de portfólio, a companhia aérea concluiu a migração de mais duas unidades consumidoras para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prepara a entrada de outras 15 filiais no modelo de Geração Distribuída (GD) ainda neste primeiro semestre.

O projeto é estruturado em parceria com a Prime Energy, comercializadora responsável por operar as soluções da Shell Energy no Brasil. Com o novo arranjo físico e comercial, a cooperação entre as empresas passa a somar quatro ativos no mercado livre e 15 unidades integradas ao modelo de energia por assinatura. No ambiente de alta tensão, o volume total da operação já alcança a marca de 500 MWh, refletindo a maturidade da governança de suprimentos da aérea.

Diversificação regional e o modelo multicluster

O desenho técnico da operação reflete o desafio de gerenciar o custo do insumo elétrico em redes de varejo e serviços altamente descentralizadas. A parceria, iniciada em 2023 com a transição de duas plantas em Campinas (SP) para o ACL, agora incorpora duas novas cargas de grande porte em Belo Horizonte (MG), cujas operações de compra livre de energia foram iniciadas em março.

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Paralelamente, a frente de energia por assinatura via GD alcançará bases operacionais espalhadas pela Bahia, Paraná, Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso e interior de São Paulo. Essa engenharia comercial demonstra a viabilidade de se desenhar soluções sob medida para corporações com dispersão geográfica e curvas de carga heterogêneas.

Ao avaliar a complexidade técnica e o alcance geográfico da operação, a CEO da Prime Energy, Ana Lia Ferrero, ressalta a importância de integrar diferentes modalidades regulatórias para otimizar resultados: “A ampliação dessa parceria com a Azul reforça como diferentes soluções do setor elétrico podem ser combinadas de forma estratégica para atender operações complexas, com presença em diferentes regiões do país. Ao reunir Mercado Livre de Energia e energia por assinatura, conseguimos apoiar a companhia em uma jornada de maior eficiência, previsibilidade e competitividade”

Gestão integrada mitiga riscos macroeconômicos

O movimento da Azul acompanha uma tendência consolidada entre grandes players de transporte e infraestrutura aeroportuária, que buscam blindar suas planilhas de custos contra a volatilidade das tarifas do mercado cativo de distribuição. A combinação do ACL, focado em grandes cargas de média e alta tensão, com a Geração Distribuída, voltada para o atendimento de agências e balcões de atendimento na baixa tensão, confere uma flexibilidade inédita à gestão energética do setor de aviação.

Os indicadores financeiros da operação validam a estratégia de transição. Nos primeiros 36 meses de vigência dos contratos de compra livre das duas primeiras unidades, a Azul apurou uma redução de custos de aproximadamente R$ 3 milhões. Com o acréscimo das novas cargas mineiras no ACL, a projeção é que a economia acumulada se aproxime de R$ 5 milhões. Na vertente de GD, o modelo de assinatura deve proporcionar uma redução anual recorrente entre R$ 95 mil e R$ 117 mil para o caixa da companhia aérea.

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Ao analisar o impacto do projeto na governança corporativa e nas metas de descarbonização da empresa, o vice-presidente Técnico da Azul, André Gonçalves da Cruz, detalha os ganhos proporcionados pela gestão unificada: “Com uma operação presente em diferentes regiões do país, buscamos soluções energéticas que aumentem a eficiência operacional, tragam mais previsibilidade para a gestão de custos e atendam às necessidades específicas de cada unidade. Os resultados alcançados desde o início da parceria reforçam a importância de ampliar esse modelo, combinando Mercado Livre de Energia e energia por assinatura, em uma gestão mais estratégica do consumo energético. Além dos ganhos operacionais, iniciativas como essa contribuem para o fortalecimento de uma aviação cada vez mais sustentável e competitiva”

A evolução desse contrato sinaliza ao mercado B2B que o planejamento energético na aviação comercial deixou de ser uma agenda meramente tática e passou a figurar como pilar central de competitividade e sustentabilidade de longo prazo.

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