Com 1.093 km de extensão, maior empreendimento de escoamento de renováveis em construção na Bahia recebe aval do Inema para o Bloco 2
O avanço da infraestrutura voltada ao escoamento da geração limpa no Nordeste atingiu um marco regulatório decisivo. A ISA ENERGIA BRASIL obteve a Licença de Instalação (LI) para o bloco remanescente (Bloco 2) do Projeto Serra Dourada, localizado na Bahia. Emitida pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), a autorização ambiental viabiliza o início imediato das obras do circuito em 500 kV que compreende a linha de transmissão Juazeiro III, Campo Formoso II e Barra II.
Com o novo aval, a transmissora consolida o cronograma físico do empreendimento, cujas frentes de trabalho dos blocos 1 (trecho 500 kV Barra II – Correntina – Arinos 2) e 3 (trecho 500 kV Barra II – Buritirama) já registram atividades de canteiro desde agosto de 2025 e janeiro de 2026, respectivamente.
Logística de rede e integração do SIN entre Nordeste e Sudeste
Arrematado no Leilão de Transmissão nº 01/2023 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Projeto Serra Dourada posiciona-se como um dos ativos privados mais robustos em desenvolvimento no setor elétrico nacional. O complexo de rede demanda um aporte financeiro estimado em R$ 3,2 bilhões, considerndo o Capex ANEEL na data-base do certame, e assegura uma Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 322 milhões para o ciclo 2025/2026.
Em termos de engenharia e topologia de rede, a estrutura prevê a implementação de cinco linhas de transmissão em ultra-alta tensão (500 kV), que somam 1.093 km de circuitos integrados. O escopo técnico abrange, ainda, a construção de três novas subestações e a ampliação de outras três subestações existentes, reforçando a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN).
O Diretor-executivo de projetos da ISA ENERGIA BRASIL, Dayron Urrego, destaca o alinhamento do investimento com as diretrizes de descarbonização da matriz brasileira: “A Licença de Instalação representa um avanço importante para o projeto, que é estratégico para a transição energética do Brasil ao viabilizar o escoamento de fontes renováveis no Oeste da Bahia e no Norte de Minas Gerais, ampliando a conexão de usinas e possibilitando mais integração entre Nordeste e Sudeste ao Sistema Interligado Nacional (SIN)”
Mitigação de gargalos de escoamento e atração de novos projetos de geração
A liberação das obras do Bloco 2 ocorre em um momento estratégico para o planejamento da transmissão no país. O avanço das linhas na região da Bahia e Norte de Minas Gerais atua diretamente na redução do “gargalo de escoamento”, problema que historicamente limita a capacidade de despacho de usinas eólicas e solares fotovoltaicas instaladas no subsistema Nordeste em direção aos principais centros de carga do Sudeste e Centro-Oeste.
Ao ampliar as margens de conexão nas subestações de destino, o projeto eleva a liquidez para novos empreendimentos de geração que aguardam capacidade de escoamento. Para além da segurança operacional oferecida ao SIN, a consolidação de projetos desse porte mitiga os riscos de curtailment (corte forçado de geração por restrições na rede) e assegura o cumprimento das metas físicas de expansão da infraestrutura com robustez técnica de longo prazo.



