ENASE 2026 foca em benchmarking internacional e propostas de presidenciáveis para o setor elétrico

Com foco em segurança energética e abertura de mercado, principal fórum do setor no Brasil conecta a agenda de modernização nacional às experiências globais de reforma.

O setor elétrico brasileiro se prepara para um de seus momentos mais estratégicos de 2026. O Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (ENASE), que ocorre nos dias 17 e 18 de junho no Rio de Janeiro, chega à sua nova edição com a missão de elevar o patamar das discussões sobre a reforma do setor. Pela primeira vez em mais de duas décadas, o fórum incorporará uma análise de benchmarking internacional, contrastando os desafios de modernização e competitividade do Brasil com modelos regulatórios adotados em mercados maduros.

A edição deste ano é cercada de expectativa, especialmente pela proximidade do ciclo eleitoral. A agenda confirmou um debate técnico entre os assessores e especialistas de energia dos principais presidenciáveis de 2026, que apresentarão suas diretrizes para o planejamento de longo prazo, expansão da oferta e equilíbrio de custos para os consumidores.

Vetores de transformação e segurança energética

A estruturação do encontro reflete a transição pela qual o setor atravessa, equilibrando a expansão acelerada das fontes renováveis com a necessidade de garantir a firmeza do sistema.

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Ao comentar sobre os pilares que sustentam a edição deste ano, Hermano Pinto, diretor de relações institucionais da Informa Markets, destaca a dualidade entre inovação e resiliência: “A programação foi estruturada para refletir os principais vetores de transformação do setor elétrico, em um momento em que o Brasil avança na abertura e na modernização do mercado, ao mesmo tempo em que precisa lidar com desafios de custo, segurança energética e evolução regulatória.”

A geopolítica energética também ganha destaque, com painéis dedicados a analisar como as tensões globais e as cadeias de suprimento impactam o planejamento do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A ascensão dos Data Centers e a digitalização da rede

Outro ponto alto da agenda é o impacto dos data centers na curva de carga brasileira. Com o avanço da computação em nuvem e da Inteligência Artificial, o setor elétrico busca novos modelos de negócio e soluções de interconexão que suportem essa demanda intensiva. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser um acessório para se tornar o núcleo da operação.

O papel da digitalização como ferramenta de gestão estratégica foi enfatizado por Hermano Pinto, que aponta para a maturidade das soluções digitais no campo operativo: “A tecnologia passa a ter um papel cada vez mais estruturante na operação do sistema elétrico. Por isso, temas como inteligência artificial, redes inteligentes e gêmeos digitais entram na agenda não apenas como tendência, mas como elementos concretos para ganho de eficiência, previsibilidade e tomada de decisão.”

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Formação de talentos e o futuro da força de trabalho

Encerrando os pilares temáticos, o ENASE 2026 abordará a dimensão humana da transição energética. O debate focará no desenvolvimento de talentos e na requalificação profissional necessária para operar um sistema cada vez mais descentralizado e digitalizado. O objetivo é garantir que a força de trabalho acompanhe o ritmo das reformas regulatórias e tecnológicas propostas para a próxima década.

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