ABB atinge recorde de US$ 11,3 bilhões em pedidos no 1T26 e eleva projeções para o ano

Impulsionada pela demanda resiliente em eletrificação e automação, multinacional registra margem EBITDA de 23,5% e projeta crescimento de receita de dois dígitos para 2026

A ABB, gigante global em tecnologias de eletrificação e automação, abriu o calendário de balanços de 2026 com números que superaram as expectativas do mercado. No primeiro trimestre (1T26), a companhia reportou um volume recorde de pedidos de US$ 11,3 bilhões, o que representa uma alta nominal de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho sólido permitiu que a liderança da empresa revisasse para cima as projeções de receita para o fechamento do ano.

Desempenho operacional e robustez financeira

O balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira (22) revela um crescimento equilibrado entre as unidades de negócio. As receitas somaram US$ 8,7 bilhões, avançando 11% na base comparável (critério que isola variações cambiais e aquisições). No entanto, o destaque ficou para a eficiência operacional: o EBITDA saltou 37% nominalmente, atingindo pouco mais de US$ 2 bilhões, com uma margem operacional de 23,5%.

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A geração de caixa das atividades operacionais também demonstrou vigor, com uma expansão de 50%, superando a marca de US$ 1 bilhão no trimestre. Outro indicador que chamou a atenção de analistas foi o Retorno sobre Capital Empregado (ROCE), que atingiu 27,2%, evidenciando a capacidade da companhia em rentabilizar seus ativos em um cenário macroeconômico desafiador.

Resiliência frente à volatilidade geopolítica

Mesmo com o aumento das tensões no Oriente Médio, que têm impactado as rotas de comércio global e os custos logísticos, a multinacional conseguiu manter o ritmo de expansão.

Ao analisar o desempenho do período, o CEO da ABB, Morten Wierod, ponderou sobre as variáveis externas que cercam o negócio: “De modo geral, o primeiro trimestre evoluiu amplamente conforme o planejado, apesar de um cenário marcado por mais uma escalada nas tensões geopolíticas.”

O executivo reconhece que o contexto internacional exige cautela, mas reforça a solidez da demanda por tecnologias que sustentam a transição energética e a eficiência industrial: “É inegável que esse conflito [no Oriente Médio] adiciona incerteza ao ambiente global de comércio; ainda assim, até o momento, a demanda por nossas ofertas de eletrificação e automação permaneceu resiliente e sustenta nossas ambições ampliadas para 2026.”

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Guidance atualizado e perspectivas futuras

O otimismo para o restante do ano é sustentado pelo índice book-to-bill (relação entre pedidos recebidos e faturados) positivo, o que indica que a empresa está acumulando contratos mais rápido do que a capacidade atual de faturamento, garantindo receita futura.

A confiança nos fundamentos do negócio levou Morten Wierod a detalhar as novas metas para o biênio: “Para o ano completo de 2026, esperamos book-to-bill positivo e crescimento de receita comparável entre alto dígito único e baixo duplo dígito, ano contra ano.”

Além do crescimento na linha de cima do balanço, a expectativa é que a rentabilidade continue em trajetória ascendente. O CEO da ABB projeta que a margem EBITA operacional apresentará melhora na comparação anual, sustentada inclusive pelos ganhos imobiliários registrados nos primeiros meses do ano.

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