Posse no Rio de Janeiro reúne lideranças do setor elétrico e sinaliza continuidade de agenda voltada à segurança do suprimento, inovação e expansão da infraestrutura
A Academia Nacional de Engenharia reconduziu Mário Menel à presidência da entidade por mais dois anos, consolidando sua liderança em um momento de profundas transformações na matriz energética brasileira. A cerimônia de posse foi realizada no Rio de Janeiro, reunindo autoridades públicas, executivos e representantes da comunidade técnica.
A permanência de Menel no comando da ANE ocorre em um cenário marcado por desafios estruturais no setor elétrico, incluindo a necessidade de expansão da infraestrutura, garantia da segurança energética e avanço das políticas de descarbonização.
Liderança acumulada amplia influência no setor
Além da presidência da ANE, Menel também está à frente de duas importantes entidades do setor: a Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia e o Fórum das Associações do Setor Elétrico. A combinação dessas posições amplia sua capacidade de articulação institucional e influência sobre pautas estratégicas do mercado de energia.
Essa convergência de lideranças ocorre em um momento em que a autoprodução de energia ganha relevância no Brasil, especialmente diante da busca por previsibilidade de custos e maior competitividade por parte de consumidores industriais.
Evento reúne autoridades e destaca temas estratégicos
A cerimônia também foi marcada pela posse da nova acadêmica Mariângela Hungria da Cunha e pela presença de nomes relevantes da política e do setor energético.
Durante o evento, o deputado federal Júlio Lopes trouxe ao debate a necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira, com destaque para a energia nuclear, além de abordar desafios relacionados à formação de preços no mercado de energia.
Já o ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque prestou uma homenagem póstuma ao almirante Moura Neto, relembrando sua trajetória e contribuição ao país.
O encontro contou ainda com a participação de Marcelo Moraes, à frente do Fórum de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Setor Elétrico, reforçando a integração entre agenda ambiental e desenvolvimento energético.
Engenharia como vetor da transição energética
A atuação da ANE se consolida como um espaço estratégico de formulação de propostas e debate técnico sobre temas estruturais da engenharia, ciência e tecnologia. A entidade desempenha papel relevante na construção de diretrizes para o desenvolvimento industrial, expansão da infraestrutura e uso sustentável de recursos naturais.
Nesse contexto, a recondução de Menel sinaliza continuidade em uma agenda que prioriza:
- Segurança do suprimento energético
- Modernização da infraestrutura
- Inovação tecnológica
- Formação de capital humano qualificado
- Sustentabilidade ambiental
A engenharia, nesse cenário, assume papel central como vetor de viabilização da transição energética, especialmente diante da necessidade de integração de fontes renováveis, digitalização das redes e aumento da eficiência operacional.
Continuidade com foco em desafios estruturais
A permanência de Menel à frente da ANE ocorre em um momento de crescente pressão por soluções que equilibrem expansão da oferta, modicidade tarifária e sustentabilidade. O debate técnico promovido pela entidade tende a ganhar ainda mais relevância à medida que o Brasil avança na integração de novas tecnologias e modelos de negócio no setor elétrico.
A recondução também reforça a importância de instituições independentes na formulação de políticas públicas e no apoio à tomada de decisão em um ambiente cada vez mais complexo e interdependente.



