Cemig acelera Programa Mais Energia e aporta R$ 264 milhões em infraestrutura na Regional Centro

Investimentos em 2026 contemplam cinco novas subestações e reforços em alta tensão para atender 364 mil pessoas na Grande BH e região Central de Minas

A Cemig Distribuição deu mais um passo robusto na execução de seu plano plurianual de investimentos. Somente em 2026, a concessionária mineira está destinando R$ 264 milhões para a Regional de Distribuição Centro, foco de uma expansão estratégica que inclui a construção de cinco novas subestações (SEs) e o robustecimento de linhas de transmissão. O aporte visa não apenas elevar os índices de qualidade (DEC e FEC), mas também preparar o sistema para a crescente integração de fontes renováveis e a expansão da carga industrial e do agronegócio.

As obras fazem parte do Programa Mais Energia, lançado em 2021, que estabeleceu a meta ambiciosa de entregar 200 novas subestações até 2027. Com as frentes de trabalho atuais, a companhia projeta beneficiar diretamente 14 municípios e uma população estimada em 364 mil pessoas.

Blindagem do sistema e expansão em Felixlândia e Curvelo

Um dos pilares do investimento deste ano é o reforço estrutural no eixo Felixlândia-Curvelo. A entrada em operação da SE Felixlândia 2, prevista para abril de 2026, introduz o conceito de instalação compacta integrada. Com 15 MVA de capacidade, a unidade é dotada de automação completa e supervisão remota pelo Centro de Operação da Distribuição (COD).

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Somado a este projeto, a Cemig avança com a SE Felixlândia 3 (138 kV), essencial para a modernização da malha de alta tensão local. Ao todo, este conjunto de obras soma R$ 60 milhões e busca reduzir gargalos históricos de atendimento, garantindo maior flexibilidade operacional em uma região de forte demanda.

Ao detalhar a visão estratégica por trás das novas instalações, o gerente de Alta Tensão da Regional Centro da companhia, Aguinaldo Lopes, ressaltou o papel dos empreendimentos no desenvolvimento econômico regional: “Essas obras permitem ampliar a capacidade do sistema, aumentar a confiabilidade do fornecimento e preparar a rede para novas cargas, como indústrias, empreendimentos do agronegócio e a conexão de fontes renováveis. É um conjunto de investimentos que fortalece a infraestrutura elétrica e gera impactos positivos diretos para a população e para a economia regional.”

Segurança energética no Vale do Jequitinhonha e Região Central

Outro investimento de vulto ocorre em São Gonçalo do Rio Preto, onde a Cemig destina R$ 110 milhões para uma nova subestação e a modernização de linhas em 138 kV. Prevista para o segundo semestre de 2026, a SE São Gonçalo do Rio Preto 1 terá impacto sistêmico em cidades como Diamantina e Itamarandiba.

O projeto foi desenhado para aumentar a resiliência da rede em situações de contingência. Com novas linhas de distribuição, a companhia consegue reduzir o tempo de restabelecimento do fornecimento (Average Repair Time), mitigando os riscos de interrupções prolongadas em áreas rurais e urbanas do entorno.

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Resiliência e crescimento na Região Metropolitana de BH

Na Grande Belo Horizonte, o foco está na expansão urbana e industrial. Os municípios de Rio Acima e São Joaquim de Bicas recebem investimentos que totalizam R$ 94 milhões. O destaque é a SE São Joaquim de Bicas 2, que com 50 MVA de capacidade, será um ativo estratégico para suportar o adensamento industrial da região de Betim e Nova Lima.

A integração dessas novas unidades à malha de alta tensão existente é vista pela companhia como um movimento necessário para acompanhar o ritmo de crescimento da RMBH. Ao analisar o impacto operacional dessas entregas, Aguinaldo Lopes pontuou a importância da estabilidade para o setor produtivo: “A expansão do nosso parque de subestações e a integração a novas linhas de alta tensão fortalecem a resiliência do sistema elétrico da Região Metropolitana. Estamos entregando mais segurança, estabilidade e qualidade para acompanhar o crescimento urbano e industrial.”

Até o final do ciclo do Programa Mais Energia em 2027, a Cemig espera consolidar uma infraestrutura de distribuição mais moderna, digitalizada e capaz de suportar a transição energética em todo o estado de Minas Gerais.

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