Com classificação AAA(bra), transmissora conclui coleta de intenções para sua 21ª emissão de títulos de dívida voltada a investidores profissionais.
A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa) deu um passo importante na sua estratégia de capitalização ao iniciar, nesta semana, a distribuição pública de sua 21ª emissão de debêntures simples. A operação, que soma o montante total de R$ 800 milhões, reflete a sólida confiança do mercado financeiro na saúde operacional da companhia, uma das principais players do setor de transmissão de energia no Brasil.
Um dos pontos altos da operação foi a classificação de risco atribuída pela Fitch Ratings Brasil. A agência conferiu o selo AAA(bra) para a emissão, o patamar mais alto da escala nacional. Este rating indica uma expectativa de risco de inadimplência extremamente baixa em relação a outros emissores no país, fator que foi decisivo para o sucesso do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding), finalizado em 23 de março de 2026.
Estrutura da 21ª emissão
As debêntures, que não são conversíveis em ações e possuem espécie quirografária, foram divididas em duas séries:
- Primeira Série: 400.000 títulos com valor nominal de R$ 1.000 cada.
- Segunda Série: 400.000 títulos com valor nominal de R$ 1.000 cada.
A oferta foi realizada sob o rito de registro automático da CVM (Resolução 160), destinado exclusivamente a investidores profissionais. Essa modalidade acelera o acesso da companhia ao capital, aproveitando sua condição de emissora frequente com grande exposição ao mercado.
Coordenação e cronograma
A operação contou com a liderança do Banco Bradesco BBI, que atuou como coordenador líder no processo de distribuição. Com a liquidação financeira estimada para o dia 26 de março de 2026, a Taesa reforça sua liquidez para fazer frente aos seus compromissos e possíveis novos projetos no radar do setor elétrico.
Com sede no Rio de Janeiro e operações em todo o território nacional, a Taesa continua a consolidar sua posição como um ativo resiliente e estratégico para o Sistema Interligado Nacional (SIN), especialmente em um cenário de expansão da malha de transmissão para o escoamento de fontes renováveis.



