Brasol aposta em subestações “as a service” para acelerar digitalização da alta tensão em 2026

Com foco em transformar CapEx em OpEx, solução visa modernizar o parque analógico brasileiro e integrar ativos de geração solar e armazenamento sem exigir investimento direto dos clientes.

A Brasol, player de destaque no desenvolvimento e operação de infraestrutura para a transição energética, definiu como prioridade estratégica para 2026 a consolidação de seu portfólio de subestações digitais sob o modelo de negócio “as a service”.

A proposta busca endereçar um gargalo histórico do setor produtivo brasileiro: a necessidade de modernização de ativos de alta tensão em um ambiente de capital restrito, permitindo que grandes consumidores acessem tecnologia de ponta com manutenção integrada e previsibilidade de custos operacionais.

O movimento da companhia ocorre em um momento de expansão da demanda. Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontam que o consumo de energia no Brasil registrou alta de 3,9% em 2024, elevando a pressão por redes mais resilientes.

- Advertisement -

Ao analisar o cenário de transformação tecnológica, o Diretor da unidade de negócios de subestações e transmissão da Brasol, Eberson Muniz, destaca a mudança de paradigma na infraestrutura de conexão: “Estamos diante de uma nova era no setor elétrico, em que eficiência e confiabilidade passam necessariamente pela digitalização das infraestruturas. As subestações deixam de ser somente pontos de conexão e passam a ser centros inteligentes de controle energético.”

O desafio do parque analógico e a migração para a Alta Tensão

Atualmente, o Brasil possui mais de 8 mil subestações em operação, porém, cerca de 60% delas ainda operam sob modelos analógicos, conforme levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para setores eletrointensivos, essa defasagem tecnológica representa riscos operacionais e maior vulnerabilidade a interrupções.

A digitalização proposta pela Brasol não apenas mitiga esses riscos, mas prepara o terreno para a integração de sistemas de geração distribuída e armazenamento por baterias (BESS). A estratégia da empresa permite que indústrias e grandes redes de varejo realizem a migração para a alta tensão ou modernizem subestações existentes sem imobilizar capital próprio.

Sobre a viabilidade deste modelo para o mercado nacional, Eberson Muniz reforça a natureza evolutiva da tecnologia: “As subestações digitais são uma evolução natural do setor elétrico brasileiro. Elas unem tecnologia, eficiência e sustentabilidade, conectando empresas à infraestrutura do futuro — e sem a barreira do investimento próprio.”

- Advertisement -

Eficiência Financeira: Do CapEx ao OpEx

Além do ganho técnico, o modelo “as a service” atua diretamente na saúde financeira das companhias ao transformar o gasto de capital (CapEx) em despesa operacional (OpEx). Essa abordagem libera liquidez para que as empresas foquem em sua atividade-fim, enquanto a Brasol assume a responsabilidade pela construção, operação e manutenção dos ativos.

Ao detalhar os benefícios de longo prazo e a estrutura contratual que sustenta a oferta, o executivo da Brasol pontua o valor agregado na transferência dos ativos: “Essa abordagem estratégica visa não apenas melhorar a qualidade do fornecimento de energia, mas também proporcionar flexibilidade financeira, transformando gastos de capital (CapEx) em despesas operacionais (OpEx) e liberando liquidez para as empresas. Ao final dos contratos, a transferência dos ativos para o cliente agrega valor a longo prazo, reforçando o compromisso da Brasol em ser uma parceira completa na jornada de otimização e sustentabilidade energética.”

Destaques da Semana

MME confirma leilão de baterias em 2026 e promete publicar portaria em até 20 dias

Governo acelera regulamentação inédita para sistemas de armazenamento no...

Pré-Sal: PPSA atrai 16 gigantes globais para leilão de 1,5 milhão de barris da União

Estatal projeta comercializar 1,5 milhão de barris de petróleo...

IBP pressiona por homologação do LRCAP 2026 e alerta para risco de déficit de potência no SIN

Entidade defende manutenção do cronograma do leilão de reserva...

ANEEL barra termelétrica de 290 MW selecionada no Leilão de Reserva de Capacidade

Despacho barra consórcio EBrasil/Celne por descumprimento de requisito de...

Artigos

Últimas Notícias