ABDAN reconduz Celso Cunha à presidência e reforça coalizão industrial até 2028

Nova diretoria integra gigantes globais como Framatome, Rosatom e Westinghouse, além da entrada estratégica da Âmbar Energia no conselho da associação.

A Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN) oficializou a recondução de Celso Cunha à presidência da entidade para o triênio 2026–2028. A decisão, que mantém Cunha no comando até 31 de março de 2028, ocorre em um cenário de renovado otimismo para o setor nuclear brasileiro, marcado por debates sobre a expansão da matriz e a importância da fonte para a segurança energética e a descarbonização.

A nova composição da diretoria e dos conselhos reflete um fortalecimento da representatividade institucional. O corpo diretivo agora reúne um ecossistema robusto de empresas nacionais e multinacionais de vanguarda tecnológica. A Diretoria Executiva contará com a vice-presidência de executivos de peso global: Alexandre Honaiser (Framatome), Paulo Coelho (Tractebel), Ivan Dybov (Rosatom), Stephen McKinney (Westinghouse) e Sibila Grallert (CMR).

Governança e representatividade setorial

O Conselho Administrativo da ABDAN também passou por renovação, sendo presidido por Paulo Massa (MPE) e tendo Giacomo Feres Staniscia (ATECH) na vice-presidência. O colegiado mantém nomes de pilares da indústria, como AEG, AMAZUL, NUCLEP e INB, mas traz uma novidade estratégica para o mercado de energia: a entrada inédita da Âmbar Energia, representada por Cristiano Wujastyk.

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A adesão da Âmbar ao conselho sinaliza o interesse crescente de grandes grupos de energia elétrica no segmento nuclear, diversificando um setor historicamente concentrado em estatais. No Conselho Fiscal, a liderança caberá a Vanderlei Souza dos Santos, da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), acompanhado por representantes da AMAZUL e Eckert & Ziegler.

Agenda de retomada e segurança energética

A reeleição de Celso Cunha coincide com o que especialistas chamam de “renascimento nuclear” global. Com a urgência da transição energética e a necessidade de fontes de base (carga constante) para complementar as renováveis intermitentes, a ABDAN foca agora na continuidade da agenda de expansão institucional.

O plano de gestão para o novo mandato prioriza o diálogo com o Governo Federal, o Congresso Nacional e agências reguladoras. A meta é garantir que o Brasil não perca o compasso do avanço das cadeias de suprimento mundiais e se posicione de forma competitiva no cenário internacional, onde a energia nuclear recupera protagonismo como aliada das metas de emissão líquida zero (Net Zero).

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