Prio recebe licença do Ibama e prepara início da produção no Campo de Wahoo

Com a emissão da Licença de Operação (LO), companhia supera último marco regulatório e inicia contagem regressiva para o primeiro óleo; projeto utiliza infraestrutura compartilhada no FPSO de Frade.

A Prio anunciou, nesta terça-feira (3/03), um marco decisivo para sua estratégia de crescimento orgânico na Bacia de Campos. Por meio de fato relevante, a petroleira confirmou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu a Licença de Operação (LO) para o Campo de Wahoo. A autorização representa a etapa final da jornada regulatória, permitindo que a companhia inicie efetivamente a produção comercial no ativo.

O projeto Wahoo encontra-se atualmente na fase final de comissionamento. A agilidade entre a licença e o início da extração é fruto de um planejamento antecipado: a petroleira já havia obtido a licença de instalação em setembro passado, o que permitiu o avanço acelerado da construção submarina e das atividades de interligação (tie-back) ao longo dos últimos meses.

Sinergia operacional e modelo de Tie-back

O desenvolvimento de Wahoo é um exemplo clássico da expertise da Prio em maximizar a eficiência de ativos maduros e campos adjacentes. Localizado no Rio de Janeiro, o campo será conectado ao FPSO de Frade, unidade flutuante que já opera no campo vizinho de mesmo nome.

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Essa estratégia de interligação reduz drasticamente a necessidade de novos investimentos em grandes unidades de superfície, otimizando o custo operacional (OPEX) e acelerando o retorno sobre o investimento. A conexão submarina entre os campos permite que Wahoo aproveite a capacidade ociosa de processamento da unidade de Frade, consolidando um polo de produção robusto na região norte da Bacia de Campos.

Próximos passos e impacto no portfólio

Com a LO em mãos, a Prio foca agora na conclusão dos testes finais de sistemas para garantir a segurança e a estabilidade do fluxo de hidrocarbonetos. Wahoo é considerado o principal motor de crescimento da companhia para o biênio 2026-2027, com potencial para adicionar volumes significativos à produção diária da operadora, que vem batendo recordes sucessivos de extração.

A consolidação de Wahoo reforça o posicionamento da Prio como a maior operadora independente do Brasil, focada em ativos com geologia conhecida e baixo risco exploratório, mas com alta complexidade de engenharia submarina e revitalização de ativos.

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