Auren Energia inicia parada geral de eclusas na Hidrovia Tietê-Paraná e reforça foco em segurança e eficiência operacional

Manutenção preventiva simultânea mobiliza 300 profissionais, suspende operações por até 30 dias e é estratégica para a logística do agronegócio e o turismo fluvial

A Auren Energia deu início a uma das mais relevantes operações de manutenção preventiva do sistema hidroviário paulista em 2025. Entre os dias 7 de janeiro e 9 de fevereiro, a companhia realiza a parada geral simultânea das seis eclusas sob sua responsabilidade na Hidrovia Tietê-Paraná, localizadas nas Usinas Hidrelétricas (UHEs) Nova Avanhandava, Barra Bonita, Promissão, Bariri e Ibitinga. A ação faz parte do cronograma bienal de manutenção da empresa e envolve aproximadamente 300 profissionais, entre equipes próprias e empresas especializadas.

A operação, com duração média de 30 dias corridos em cada eclusa, tem como objetivo reforçar a segurança estrutural, a confiabilidade dos sistemas e a eficiência operacional dessas infraestruturas estratégicas para o transporte hidroviário nacional. As eclusas permitem a navegação em diferentes níveis do rio Tietê e são fundamentais tanto para o escoamento da produção agrícola quanto para o turismo fluvial no interior de São Paulo.

Manutenção preventiva como pilar da confiabilidade operacional

A decisão de realizar a parada geral simultânea das seis eclusas está diretamente associada à lógica integrada de operação do sistema Tietê-Paraná. Segundo a companhia, a execução coordenada das manutenções permite maior controle técnico dos ativos e reduz o tempo total de indisponibilidade da hidrovia.

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Nesse contexto, o gerente de Operação e Manutenção da Auren Energia, Henrique Barbosa, destaca que a manutenção preventiva vai além do cumprimento regulatório. Para ele, trata-se de uma estratégia essencial para a perenidade do sistema e para o atendimento aos usuários da hidrovia.

“Além de atender à legislação vigente, a manutenção preventiva reflete nosso compromisso com a excelência operacional e o desenvolvimento socioeconômico das regiões. Essas estruturas são fundamentais para o escoamento da produção do agronegócio brasileiro, além de atenderem às embarcações de turismo local”, afirma Barbosa.

A fala reforça o papel das eclusas como ativos logísticos críticos, especialmente em um cenário em que a diversificação dos modais de transporte é cada vez mais discutida no país como alternativa para reduzir custos e emissões.

Escopo técnico inclui sistemas eletromecânicos e inspeções subaquáticas

Durante o período de parada, a Auren Energia executa um conjunto amplo de atividades técnicas consideradas essenciais para a integridade das eclusas. Entre os principais serviços estão inspeções detalhadas de todos os equipamentos, ajustes preventivos, implantação de melhorias operacionais e substituição de componentes que apresentem sinais de desgaste.

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Os trabalhos incluem ainda a limpeza completa das câmaras das eclusas e a manutenção de sistemas eletromecânicos críticos, como motores, painéis elétricos e mecanismos de acionamento das comportas. Esses sistemas são determinantes para a segurança das operações de eclusagem e para a fluidez da navegação.

Um dos destaques do processo é o uso de tecnologia embarcada para inspeções subaquáticas. Para ampliar a segurança dos profissionais e aumentar a precisão das vistorias, a operação contará com o apoio de ROVs (Remotely Operated Vehicles), veículos robóticos capazes de captar imagens submersas em alta definição. A adoção desse tipo de tecnologia é cada vez mais comum em empreendimentos hidrelétricos e hidroviários, contribuindo para diagnósticos mais assertivos e redução de riscos operacionais.

Calendário escalonado respeita especificidades regionais

Embora a parada geral seja simultânea do ponto de vista sistêmico, o cronograma foi ajustado conforme as características de cada unidade. Em Nova Avanhandava, onde operam duas eclusas, os serviços ocorrem entre 7 de janeiro e 2 de fevereiro. Em Promissão, a manutenção vai de 8 de janeiro a 6 de fevereiro, enquanto em Barra Bonita acontece de 7 de janeiro a 5 de fevereiro.

Nas cidades de Bariri e Ibitinga, os períodos definidos são de 10 de janeiro a 2 de fevereiro e de 9 de janeiro a 7 de fevereiro, respectivamente. A coordenação desse calendário é fundamental para garantir que os testes e ajustes sejam realizados de forma integrada, respeitando a lógica operacional da hidrovia.

Sobre esse aspecto, Barbosa destaca a importância da simultaneidade. “Como as eclusas da Auren integram uma cadeia no rio Tietê e estão em um sistema de operação integrado, a realização das manutenções preventivas e testes de forma simultânea garantem maior assertividade nas nossas ações, agilidade ao processo e, consequentemente, menor tempo de suspensão das operações”, completa.

Impacto direto na logística e no turismo fluvial

A Hidrovia Tietê-Paraná é um dos principais corredores logísticos do país, com mais de 2,4 mil quilômetros de extensão. No trecho do rio Tietê, são cerca de 303 quilômetros estão sob responsabilidade da Auren Energia, incluindo a operação das seis eclusas distribuídas em cinco usinas hidrelétricas.

Os números reforçam a relevância econômica do sistema. Somente em 2025, foram registradas mais de 8,6 mil operações de eclusagem de embarcações considerando as hidrelétricas da Auren no rio Tietê, com um volume transportado de aproximadamente 1,9 milhão de toneladas de carga, sobretudo grãos e insumos agrícolas e industriais.

Além do transporte de cargas, o turismo fluvial também tem peso relevante. No mesmo período, foram realizadas cerca de 1,4 mil operações voltadas a embarcações turísticas, o que resultou na passagem de 85,8 mil turistas pelas eclusas da Auren. Esses dados evidenciam que a manutenção adequada das estruturas não impacta apenas a logística do agronegócio, mas também cadeias locais de serviços e turismo.

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