Mira Transportes reduz em 42% os custos com energia ao adotar fontes renováveis no mercado livre

Com matriz energética 100% limpa em São Paulo e Goiânia, empresa alia sustentabilidade à competitividade econômica e avança na transição energética sem comprometer a operação

Com o compromisso de reduzir seu impacto ambiental e ao mesmo tempo buscar maior eficiência econômica, a Mira Transportes deu um passo decisivo em sua jornada rumo à sustentabilidade energética. Desde agosto de 2024, a empresa migrou suas unidades de São Paulo (matriz) e Goiânia para o mercado livre de energia, garantindo o abastecimento exclusivamente com fontes renováveis, como energia eólica, solar e hídrica.

A estratégia resultou em uma economia média de 42% ao mês na fatura de energia elétrica, além de maior previsibilidade financeira, já que o custo por quilowatt-hora (kWh) tornou-se fixo, desvinculado das oscilações de bandeiras tarifárias que afetam os consumidores do mercado cativo.

“O mais importante para nós foi garantir que a energia consumida seja 100% limpa, sem renunciar à competitividade financeira. Isso fortalece nosso compromisso ambiental e contribui para um modelo de transporte mais sustentável”, afirma Aristides Bastos, coordenador de compras da empresa.

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Eficiência energética com responsabilidade ambiental

A transição para o mercado livre de energia está alinhada às metas globais de descarbonização e à tendência crescente de empresas que buscam mitigar emissões de gases de efeito estufa (GEE) por meio de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

No caso da Mira Transportes, o projeto teve como pilares centrais a eficiência energética, a neutralidade de carbono e o controle de custos operacionais. A iniciativa também contribui para a reputação da companhia junto a clientes que valorizam cadeias logísticas mais limpas e sustentáveis.

Migração sem consultoria externa

Um dos destaques do projeto foi a condução integral pela equipe interna da empresa. O processo de migração para o mercado livre de energia durou aproximadamente seis meses e envolveu negociações com seis grandes fornecedores do setor elétrico. A ausência de consultorias externas reduziu custos adicionais e demonstrou a maturidade da equipe da Mira em lidar com um tema técnico e regulatório complexo.

Além disso, não houve qualquer impacto negativo no fornecimento de energia ou necessidade de adaptação da rotina operacional das unidades, o que comprova a viabilidade técnica da mudança. As operações mantiveram-se estáveis, com garantia de continuidade e segurança no abastecimento energético.

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Caminho aberto para expansão

Com os resultados positivos obtidos nas unidades de São Paulo e Goiânia, a empresa já avalia a expansão da estratégia para outras filiais, como parte de um plano mais amplo de descarbonização e gestão inteligente de recursos.

A adesão ao mercado livre e o uso exclusivo de fontes renováveis posicionam a Mira Transportes como uma referência no setor logístico, não apenas pela qualidade do serviço prestado, mas pelo engajamento com a pauta climática.

Transição energética e ESG no setor logístico

A decisão da Mira Transportes está em consonância com o avanço do mercado livre de energia no Brasil, que vem se consolidando como um importante catalisador da transição energética nacional. Com a expansão da oferta de energia limpa e a possibilidade de contratos mais vantajosos, empresas de diversos setores têm migrado para esse modelo, ampliando o consumo de energia renovável certificada.

O movimento também reforça a adesão ao conceito de ESG, cada vez mais presente nos critérios de avaliação de investimentos, concessões de crédito e decisões de consumo. No setor de transportes, que responde por parcela significativa das emissões de GEE, medidas como essa se tornam ainda mais relevantes.

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