DigiTech Firjan SENAI sedia maior exercício de cibersegurança do Hemisfério Sul com foco em infraestrutura crítica

Unidade no Rio de Janeiro reúne cerca de 20 empresas e órgãos públicos, incluindo concessionárias do setor elétrico, para simulações de defesa cibernética em parceria com o Exército Brasileiro.

O Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicações (Digitech) da Firjan SENAI, localizado no Rio de Janeiro, recebe a partir desta segunda-feira (21) a oitava edição do Exercício Guardião Cibernético. A iniciativa, promovida pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) do Exército Brasileiro, configura-se como o maior evento de defesa cibernética do Hemisfério Sul, reunindo cerca de 20 empresas e órgãos públicos de setores estratégico, como energia, transporte, segurança e saúde. O estado do Rio ocupa atualmente a terceira posição nacional em ocorrências de crimes cibernéticos, conforme dados consolidados pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A escolha do polo tecnológico fluminense como sede reflete a capacidade de infraestrutura do espaço, inaugurado em dezembro de 2025 e estruturado com arena exclusiva de cibersegurança, laboratórios de inteligência artificial e um computador quântico educacional. O cenário ganha relevância setorial com a participação direta de agentes essenciais para a segurança de suprimento e operação de redes, a exemplo da concessionária Light e de grandes indústrias dos mercados de óleo, gás e siderurgia.

A importância estratégica da mobilização tecnológica e da cooperação institucional foi pontuada pelo diretor-executivo Operacional do Sistema Firjan e diretor-executivo SESI SENAI, Alexandre Reis: “Sediar o Guardião Cibernético no DigiTech Firjan SENAI reforça o papel da Firjan de antecipar desafios e apoiar a indústria fluminense em temas decisivos para sua competitividade e segurança. Somos referência em Tecnologia da Informação e Comunicação e temos uma estrutura preparada para reunir empresas, poder público e especialistas em um exercício de grande complexidade. Ao promover iniciativas como esta, aproximamos as indústrias de conhecimento, tecnologia e experiências práticas que contribuem para fortalecer sua capacidade de prevenção e resposta diante de ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas.”

- Advertisement -

Simulações avançadas e proteção de infraestruturas essenciais

Ao longo da semana operativa, que se estende até o dia 25 de setembro, as equipes participantes enfrentarão simulações construtivas e virtuais de ataques e defesas em ambientes que replicam a arquitetura operacional de sistemas reais. O objetivo central é validar planos de contingência e elevar a resiliência nacional frente a incidentes cibernéticos coordenados que possam comprometer a continuidade de serviços essenciais à sociedade e à economia.

O exercício integra forças armadas, órgãos reguladores e operadores de infraestruturas críticas de setores vitais como energia, águas, telecomunicações e finanças. Em âmbito nacional, a operação ocorre de forma descentralizada, mobilizando mais de 1.300 participantes, 300 organizações e representantes de 13 nações amigas em capitais como Brasília, Manaus, Belém, Recife, São Paulo e Curitiba.

A necessidade de aprimoramento contínuo das defesas digitais em instituições de grande relevância sistêmica foi enfatizada pelo coordenador de Infraestrutura de TI de Farmanguinhos/Fiocruz, Alessandro Borba: “A cibersegurança é cada vez mais importante para instituições que prestam serviços essenciais à sociedade. Participar de um exercício como o Guardião Cibernético contribui para a qualificação das equipes, para a troca de experiências com especialistas e para o aprimoramento da prevenção e da resposta a incidentes. Essa preparação é fundamental para reduzir riscos como indisponibilidade de sistemas, perda de informações e interrupção de serviços, fortalecendo a segurança e a continuidade das operações.”

Cenário de ameaças e o avanço da criminalidade digital

A realização de manobras de defesa cibernética ocorre em um contexto de crescimento expressivo das vulnerabilidades digitais no país. Levantamentos da ANPD apontam que o Brasil registrou um salto de 95% nos crimes cibernéticos em um intervalo de cinco anos, com o estado de São Paulo liderando os registros, seguido pelo Distrito Federal e pelo Rio de Janeiro.

- Advertisement -

Relatórios de corporações de segurança digital, como IBM e CrowdStrike, indicam que o país concentrou quase metade dos ataques cibernéticos na América Latina, evidenciando a urgência de investimentos robustos em governança de TI, arquitetura de redes seguras e protocolos de resposta rápida para proteger o parque industrial e as redes de energia contra interrupções operacionais e brechas de segurança.

Destaques da Semana

Thymos projeta PLD médio de R$ 170/MWh na primavera

Consultoria atribui perspectiva de preços moderados aos níveis dos...

Cemig troca comando e elege Marco Aurélio Vasconcelos para presidência

Alexandre Ramos Peixoto assume o Conselho de Administração; mudanças...

Redata é sancionado, mas definição sobre gás natural trava regras para data centers

Regime tributário prevê R$ 5,2 bilhões em renúncia fiscal...

CCEE aprova Elisa Bastos para nova Diretoria de Tecnologia

Ex-diretora do ONS foi indicada pelo MME e ainda...

ONS propõe sandbox com cinco distribuidoras para testar modelo DSO no SIN

Projeto prevê despacho em tempo real de recursos energéticos...

Artigos

Últimas Notícias