Tecnologia já foi aplicada em mais de 3 km de cabos no Rio Grande do Sul; companhia iniciou expansão para o Maranhão e prevê levar solução a todas as distribuidoras do grupo até 2028
O Grupo Equatorial ampliou o uso de nanotecnologia para identificar e rastrear cabos e equipamentos da rede elétrica como parte da estratégia de combate ao furto e à receptação de ativos. A solução começou a operar em janeiro de 2026 no Rio Grande do Sul, após estudos iniciados em março de 2025, e já foi aplicada em mais de 3 quilômetros de cabos de rede elétrica e aterramentos de subestações.
A tecnologia utiliza micropartículas com identificação exclusiva, incorporadas aos materiais para permitir a comprovação de procedência e propriedade por meio de um equipamento específico de leitura. A iniciativa busca reforçar a rastreabilidade dos ativos e fornecer elementos adicionais às investigações realizadas em conjunto com as forças de segurança.
Tecnologia é aplicada na rede elétrica
De acordo com o Grupo Equatorial, 38 operações de combate ao furto de materiais foram realizadas no Rio Grande do Sul desde o início da operação. As ações resultaram em 43 autuações policiais e na apreensão de aproximadamente 1,48 tonelada de cabos.
No mesmo período, a companhia registrou redução de aproximadamente 55% nas ocorrências de furto em relação ao intervalo correspondente do ano anterior. A empresa atribui o resultado ao conjunto de medidas de inteligência, segurança, tecnologia e atuação integrada com os órgãos de segurança pública, sem atribuir a redução exclusivamente à nanotecnologia.
Para Johnathan Costa, gerente de segurança empresarial do Grupo Equatorial, a tecnologia amplia a capacidade de identificação dos ativos e pode apoiar as ações de prevenção e investigação: “A inovação é uma importante aliada da Equatorial na proteção de uma infraestrutura essencial para a sociedade. Ao utilizar a nanotecnologia para ampliar a identificação e a rastreabilidade dos nossos ativos, fortalecemos nossa capacidade de prevenção e investigação e contribuímos para uma atuação ainda mais integrada com as forças de segurança. É uma solução que combina tecnologia, inteligência e segurança para proteger nossos ativos e, consequentemente, a continuidade do serviço prestado aos nossos clientes.”
Expansão para outras distribuidoras
A solução está atualmente em operação no Rio Grande do Sul e em processo de expansão para o Maranhão. O plano da companhia é levar a tecnologia a todas as distribuidoras do Grupo Equatorial até 2028.
A próxima etapa prevê antecipar a identificação dos materiais para os Centros de Distribuição. A aplicação deverá ocorrer ainda antes de os cabos e equipamentos serem encaminhados aos almoxarifados e posteriormente instalados em campo.
A estratégia amplia a rastreabilidade ao longo do ciclo dos ativos, permitindo associar os materiais à companhia mesmo após sua entrada na rede de distribuição. A tecnologia também passa a integrar um conjunto mais amplo de mecanismos utilizados pela empresa para proteção patrimonial e enfrentamento do furto de materiais.
Furto de cabos afeta infraestrutura elétrica
O furto de cabos de cobre representa um problema para as distribuidoras porque pode provocar danos à infraestrutura e interrupções no fornecimento de energia. Além dos impactos operacionais, a retirada ilegal de materiais cria uma cadeia de comercialização irregular que envolve também a receptação.
Nesse ambiente, mecanismos de identificação e rastreabilidade podem fornecer informações adicionais para a recuperação de materiais e a investigação de ocorrências. No caso da Equatorial, a nanotecnologia funciona de maneira complementar às ações de segurança e inteligência já empregadas pela companhia.


