Empreendimento de 295 MW movido a gás natural na Bacia do Amazonas marca a estreia operacional do Complexo Azulão 950 e reforça a confiabilidade do suprimento na Região Norte
A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou o início da operação comercial da usina termelétrica Azulão I, localizada no município de Silves, no estado do Amazonas. A decisão, formalizada por meio do Despacho nº 2.899 publicado no Diário Oficial da União, marca o cumprimento do cronograma regulatório da Eneva S.A. e adiciona 295 MW de potência 100% flexível e despachável ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Abastecida pelo gás natural produzido nas concessões da própria companhia na Bacia do Amazonas, a usina teve sua capacidade viabilizada no Leilão de Reserva de Capacidade de 2021 (LRCap nº 11/2021-ANEEL). O contrato de suprimento, válido por 15 anos, assegura à geradora uma receita fixa de R$ 278,3 milhões por ano (data-base dezembro de 2025), corrigida anualmente pelo IPCA. Quando acionada para despacho, a planta também fará jus a uma receita variável unitária de referência (Custo Variável Unitário – CVU) de R$ 1.200,87/MWh (data-base agosto de 2026), ajustada mensalmente com base na variação da taxa de câmbio e do índice internacional de gás natural liquefeito (JKM).
Estrutura do Complexo Azulão 950 e expansão do portfólio no Amazonas
O enquadramento da UTE Azulão I representa a primeira etapa operacional do Complexo Azulão 950. O polo energético integrado reúne as concessões de exploração e produção de gás em terra no Amazonas a um hub de geração termelétrica de grande porte, projetado para monetizar as reservas do ativo em terra na região Norte.
O planejamento de expansão do complexo engloba ainda a UTE Azulão II, projeto contratado durante o 2º Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE), realizado em setembro de 2022. Com previsão de entrada em operação comercial a partir de julho de 2027, a segunda fase do empreendimento garantirá uma receita fixa adicional de R$ 1.921,9 milhões ao ano (data-base maio de 2022) ao longo de seu contrato de 15 anos.
Segurança sistêmica e resiliência energética na Região Norte
A entrada em operação da UTE Azulão I fortalece a infraestrutura de geração no subsistema Norte, região marcada por desafios logísticos de suprimento e pela busca de diversificação da matriz elétrica. A disponibilidade de potência despachável em base contínua atua na mitigação de intermitências das fontes renováveis e confere maior flexibilidade operativa ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
A integração do ativo ao SIN assegura suporte à modulação da carga nacional e reduz a vulnerabilidade energética regional, estabelecendo uma fonte interna de geração a partir do gás natural extraído na própria Bacia do Amazonas.



