Logística 4.0: Wilson Sons inicia entregas por drones para o setor offshore na Baía de Guanabara

Operação pioneira reduz tempo de transporte de documentos para 9 minutos e reforça agenda de descarbonização no apoio marítimo a plataformas de petróleo e gás.

A eficiência operacional no setor de óleo e gás acaba de ganhar um novo aliado tecnológico nos céus do Rio de Janeiro. A Wilson Sons, gigante da logística portuária e marítima com quase dois séculos de atuação, deu início a uma operação inédita de transporte e coleta de documentos via drones na Baía de Guanabara.

O projeto, focado no atendimento a navios de apoio offshore (PSVs) e outras embarcações de serviço, representa um salto na agilidade logística da região. A iniciativa é capitaneada pela Agência Marítima da companhia e conta com a infraestrutura estratégica da Base de Apoio Offshore Rio. Os testes, iniciados no último dia 6 de abril, dão continuidade a uma jornada de inovação que teve seus primeiros passos no Porto de Salvador, no ano passado.

Segurança Regulatória e Tecnologia de Ponta

Para viabilizar o voo sobre uma das áreas de tráfego marítimo mais densas do país, a Wilson Sons estabeleceu uma parceria com a Speedbird Aero, empresa especializada em sistemas não tripulados com vasta experiência no mercado asiático.

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A operação brasileira está integralmente amparada pelas licenças da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Esta fase de Prova de Conceito (PoC) visa atestar a viabilidade técnica e a segurança do transporte aéreo em ambiente portuário.

Ao analisar o impacto da tecnologia na cadeia de suprimentos, o gerente de Operações da agência marítima da Wilson Sons, Rodrigo Lopes, destaca o potencial transformador da ferramenta: “O uso de drones para entregas pela Wilson Sons é um marco no setor portuário e de logística, pois torna as operações ainda mais seguras e eficientes, contribuindo, por meio da inovação e da adoção de novas tecnologias, com a descarbonização da indústria de energia offshore e o desenvolvimento sustentável do Brasil”.

Agilidade e Sustentabilidade no Apoio Marítimo

O ganho de produtividade é mensurável: o trajeto de aproximadamente oito quilômetros entre a Base Rio e as embarcações é percorrido em apenas 9 minutos. Atualmente, os drones estão capacitados para transportar cargas leves, como documentos técnicos e pequenos volumes de até cinco quilos, eliminando a necessidade de deslocamento de lanchas ou embarcações de apoio para tarefas administrativas simples.

Além da celeridade, a substituição de motores a combustão por propulsão elétrica no transporte de documentos atende diretamente às metas globais de redução de pegada de carbono.

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O gerente-geral de Operações das Bases de Apoio Offshore da Wilson Sons, Edwardo Valverde, sinaliza que o uso de veículos aéreos não tripulados reflete a maturidade do mercado brasileiro de energia: “Essa tecnologia eleva a eficiência das operações offshore e contribui diretamente para metas de sustentabilidade, fortalecendo nossa atuação no apoio à redução de emissões de gases de efeito estufa de nossos parceiros”.

Próximos Passos: Eficiência e Descarbonização

A implementação definitiva da tecnologia de drones na Baía de Guanabara deve consolidar a Wilson Sons como líder na adoção de soluções disruptivas para a indústria offshore. A redução do tempo de resposta e o fortalecimento da segurança, valor inegociável da companhia, posicionam o Brasil em linha com os principais hubs logísticos mundiais, como Singapura.

À medida que os testes avançam, a expectativa é que o modelo seja escalado para outras bases e tipos de carga, transformando o “último quilômetro” da logística marítima em um processo cada vez mais autônomo e sustentável.

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