Atlas Critical Minerals reforça diretoria técnica e acelera agenda de terras raras, grafite e urânio no Brasil

Nomeação de James Schloffer como CTO ocorre em meio à expansão de portfólio de minerais críticos e à estratégia de consolidar projetos estratégicos fora da China

A Atlas Critical Minerals, companhia focada em terras raras, grafite, urânio e minério de ferro com operações no Brasil e ações negociadas na Nasdaq (ATCX), anunciou a nomeação de James Schloffer como diretor técnico (CTO). A movimentação ocorre em um momento de expansão do portfólio de minerais críticos da empresa e reforça a estratégia de consolidar ativos considerados estratégicos para a transição energética, a indústria de defesa e aplicações ligadas à inteligência artificial.

Engenheiro químico formado pela Universidade de Melbourne, Schloffer acumula mais de 15 anos de experiência em engenharia de processos, abrangendo desde estudos conceituais e simulações até comissionamento, otimização de plantas e operação comercial. A chegada do executivo fortalece a estrutura técnica da companhia em uma fase marcada por múltiplos projetos em desenvolvimento simultâneo no Brasil.

Experiência internacional em terras raras e minerais estratégicos

No segmento de terras raras, considerado um dos mais sensíveis da geopolítica mineral contemporânea, Schloffer atuou em projetos na Austrália e na África, incluindo a operação Browns Range e os projetos Ngualla e Nolans Bore. A experiência em ativos desse perfil é vista como estratégica para o avanço dos projetos Alto do Paranaíba e Iporá, que posicionam a Atlas entre as empresas mais ativas em terras raras no Brasil.

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O domínio técnico em processamento e beneficiamento de terras raras ganha relevância em um cenário global de diversificação das cadeias de suprimento, com países buscando reduzir a dependência da China, atualmente líder na produção e refino desses elementos essenciais para ímãs permanentes, veículos elétricos e turbinas eólicas.

Grafite de grau nuclear e potencial de prêmio

A trajetória de Schloffer também inclui estudos e projetos de concentradores de grafite. Em Minas Gerais, a Atlas desenvolve o projeto Malacacheta, cujo concentrado atingiu pureza de 99,9995% de carbono em testes independentes realizados nos Estados Unidos. O nível é compatível com especificações de grau nuclear e pode permitir a captura de prêmios relevantes frente ao grafite convencional.

A produção de grafite de alta pureza está diretamente associada a aplicações estratégicas, como baterias avançadas, reatores nucleares e tecnologias ligadas à descarbonização da matriz energética. O reforço técnico ocorre em um momento em que o Brasil busca ampliar sua participação na cadeia global de minerais críticos.

Urânio, vanádio e minério de ferro em fase de ramp-up

O novo diretor técnico também acumula experiência em projetos de urânio e vanádio, áreas em que a Atlas detém posições com potencial no Brasil. No caso do minério de ferro, Schloffer atuou em grandes grupos como Fortescue, Rio Tinto, Mineral Resources e Roy Hill.

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Esse histórico é considerado um reforço importante para a fase de ramp-up do projeto de minério de ferro Rio Piracicaba, ativo que entrou recentemente em operação e passou a gerar receita no curto prazo, contribuindo para a estratégia de financiamento interno do portfólio de minerais críticos.

Conhecimento do ambiente regulatório e mineral brasileiro

Schloffer já conhece o ambiente mineral brasileiro. Ele integrou a equipe da Atlas Lithium no desenvolvimento do projeto de lítio Neves, em Minas Gerais, e atuou como engenheiro de processos sênior em projetos da Sigma Lithium, com foco em testes metalúrgicos e estudos de viabilidade.

A familiaridade com o arcabouço regulatório, a geologia local e a estrutura de licenciamento ambiental no Brasil tende a acelerar a curva de maturação dos projetos em carteira.

Declarações reforçam estratégia multivetorial

Ao assumir o cargo, Schloffer destacou que a diversidade técnica requerida pela Atlas, que abrange desde o urânio ao minério de ferro, está em total sintonia com sua bagagem operacional. “É uma oportunidade de combinar essa experiência acumulada com um portfólio de ativos de escala e relevância estratégica”, afirma o CTO, referindo-se aos mais de 218 mil hectares sob controle da mineradora.

Sob a ótica da gestão, Marc Fogassa pontua que a chegada do novo diretor técnico confere à Atlas a agilidade necessária para desenvolver múltiplos projetos em paralelo. O CEO ressalta que reunir em um único profissional a prática em terras raras, grafite e urânio é fundamental para acelerar a entrega de resultados. “James nos ajuda na transformação de ativos em projetos efetivos, atendendo à demanda global por cadeias de suprimento mais resilientes e independentes da China”, avalia Fogassa.

Portfólio robusto e foco na transição energética

A Atlas Critical Minerals detém mais de 218 mil hectares em direitos minerários no Brasil, com projetos de terras raras, grafite de grau nuclear, urânio, titânio e outros minerais críticos. O posicionamento dialoga diretamente com a agenda de transição energética, segurança nacional e inovação tecnológica.

Com um ativo de minério de ferro já em operação e projetos estratégicos em desenvolvimento, a empresa busca combinar geração de caixa no curto prazo com exposição a minerais de alto valor agregado no médio e longo prazo. A chegada de um CTO com experiência internacional em múltiplos vetores minerais reforça essa estratégia e sinaliza uma fase de maior intensidade técnica na consolidação dos projetos.

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