Grupo Equatorial amplia projeto de geração de renda e investe R$ 910 mil no empreendedorismo feminino

Iniciativa do Instituto Equatorial chega às sete áreas de concessão da holding; programa integra capacitação em eficiência energética, gestão e aporte de capital semente para 784 mulheres.

O Grupo Equatorial, por meio de seu braço social, o Instituto Equatorial, anunciou a expansão do projeto Energia Feminina para todos os estados onde a companhia detém concessões de distribuição de energia. Com um aporte de R$ 910 mil, a iniciativa visa mitigar desigualdades socioeconômicas e fomentar a economia circular em Goiás, Alagoas, Maranhão, Piauí, Pará, Amapá e Rio Grande do Sul. O programa foca na interseção entre inclusão produtiva e conscientização sobre o uso eficiente da energia elétrica, capacitando mulheres em situação de vulnerabilidade.

Nesta edição de 2026, o projeto selecionará 784 mulheres para cursos de formação técnica em gestão financeira, marketing e sustentabilidade. O diferencial estratégico do programa reside na sua fase de maturação: 364 participantes avançarão para a etapa de estruturação de planos de negócios, onde receberão mentorias personalizadas e acesso a capital semente, recurso fundamental para a perenidade de microempreendimentos em regiões periféricas.

Inclusão Social e Eficiência Energética

Diferente de programas de assistência convencionais, o Energia Feminina integra o setor elétrico ao desenvolvimento comunitário. Ao incluir módulos de eficiência energética na grade de capacitação, o Instituto Equatorial prepara as empreendedoras para gerirem custos operacionais de forma racional, aumentando a competitividade de seus negócios e combatendo o desperdício de energia.

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Ao detalhar a visão humanizada e o impacto transformador da iniciativa, a coordenadora do Instituto Equatorial, Janaína Ali, destaca o papel do projeto como catalisador de mudanças estruturais: “Por meio do Instituto Equatorial, o Grupo Equatorial busca abrir caminhos para que cada participante possa transformar sua história, renda e realidade. A conexão entre mulheres dentro do nosso projeto fortalece processos de aprendizagem e cria um ambiente de criatividade e evolução”, afirma.

Casos de Sucesso: Do Ateliê à Moda com Identidade

O programa já apresenta resultados práticos em polos como Belém (PA) e Teresina (PI). O “Yleus Ateliê Criações”, focado em artesanato devocional, e a marca “Referência Preta”, de moda autoral, são exemplos de negócios que escalaram após o suporte do programa. No caso da Referência Preta, a fundadora Débora Raquel utilizou as apresentações de pitch do projeto para ampliar sua rede de mercado e visibilidade de marca.

Na fase de expansão nacional, o projeto mantém critérios de inclusão rigorosos, com cotas para mulheres negras e prioridade para inscritas no CadÚnico, além de atenção a grupos minorizados como mulheres trans e populações tradicionais.

Governança ESG e Resultados Acumulados

O amadurecimento do Energia Feminina reflete a consolidação da agenda ESG na holding Equatorial. Em 2025, a primeira edição já havia incubado 120 mulheres após capacitar um grupo inicial de 360 participantes no Pará e Piauí. O encerramento do ciclo com Feiras de Negócios locais demonstra a preocupação da companhia com a saída sustentável da assistência para a autonomia financeira.

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Sobre o propósito fundamental de empoderamento que guia as ações do Instituto, Janaína Ali reforça que o projeto Energia Feminina tem a missão de lembrar às mulheres que elas têm potência, voz e espaço.

Com o cronograma de lançamentos presenciais já concluído em cidades como São Luís, Belém e Porto Alegre, o projeto entra agora em sua fase de execução operacional. As inscrições permanecem abertas via plataforma CIEDS, consolidando o compromisso do setor elétrico com o desenvolvimento das comunidades onde opera.

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