Grupo mantém trajetória de expansão equilibrada, com aumento de receita, controle de custos e forte desempenho em distribuição, transmissão e geração distribuída
O Grupo Energisa encerrou o terceiro trimestre de 2025 com resultados sólidos e consistentes em todas as frentes de negócio, consolidando-se como um dos principais players de energia do país. O EBITDA ajustado recorrente alcançou R$ 2,07 bilhões, um crescimento de 17% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado principalmente pela eficiência operacional no segmento de distribuição de energia elétrica.
A receita líquida ajustada consolidada somou R$ 7,5 bilhões, alta de 8,5%, refletindo a expansão equilibrada entre os diferentes segmentos do grupo, distribuição, transmissão, comercialização e gás natural.
“O trimestre reforça a consistência do nosso modelo de negócios e a disciplina na execução da estratégia. Mantivemos crescimento em todas as frentes, com geração de valor sustentável, eficiência na alocação de capital e forte controle de custos”, afirmou Ernesto Pousada, CEO da Energisa.
Distribuição: eficiência e qualidade impulsionam resultado
A distribuição de energia, principal segmento do grupo, apresentou desempenho robusto, com crescimento de 13,7% no EBITDA ajustado combinado recorrente, totalizando R$ 1,8 bilhão. O volume de vendas de energia (mercado cativo + TUSD) cresceu 2%, alcançando 10.515,7 GWh.
O avanço ocorreu mesmo sobre uma base alta, em 2024, o terceiro trimestre havia registrado o maior consumo em 11 anos, impulsionado por temperaturas elevadas e aumento de renda nas áreas de concessão.
As distribuidoras do grupo também atingiram marcos históricos em indicadores de qualidade, superando os limites regulatórios de DEC (Duração Equivalente de Interrupção) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção) em todas as concessões.
Entre os destaques:
- Energisa Paraíba (EPB) teve o melhor FEC da série histórica, com redução de 9,6%;
- Energisa Tocantins (ETO) reduziu o DEC em 7,8% e o FEC em 11,6%;
- Energisa Rondônia (ERO) obteve reduções de 3,7% no DEC e 16,9% no FEC;
- Energisa Mato Grosso do Sul (EMS) alcançou o melhor DEC da série, com queda de 5,2%.
Outro indicador que reforça a eficiência operacional foi a redução das perdas elétricas totais, que atingiram 12,04%, o menor nível histórico do grupo, queda de 0,79 p.p. em relação ao 3T24. Sete das nove distribuidoras operaram abaixo do limite regulatório, mostrando eficácia nas ações de combate às perdas e gestão de ativos.
O investimento no segmento de distribuição somou R$ 1,63 bilhão, alta de 6,7% sobre o mesmo período de 2024, com foco em modernização da rede, digitalização e ampliação da qualidade do fornecimento.
Transmissão: expansão da base e ganhos de eficiência
O segmento de transmissão manteve o ritmo de crescimento, com EBITDA regulatório de R$ 168,6 milhões, um salto de 28,6% na comparação anual. A margem EBITDA atingiu 83,2%, avanço de 7,1 p.p. frente ao ano anterior.
O resultado foi impulsionado pela redução do PMSO (-25,6%) e pela elevação da receita operacional líquida regulatória (+17,6%), reflexo do reajuste tarifário da RAP 2025/2026 e da entrada em operação de novos ativos de transmissão.
Esse desempenho reforça o foco da Energisa em eficiência operacional e expansão estruturada da base de ativos, alinhado ao plano estratégico de crescimento sustentável do grupo.
(re)energisa: geração distribuída em expansão e ganhos de eficiência
A (re)energisa, marca de soluções energéticas da companhia, teve um EBITDA 24,3% maior no trimestre, impulsionado pelo avanço da geração distribuída solar. O grupo adicionou sete novas usinas, totalizando 125 usinas fotovoltaicas (UFVs) em operação e 467 MWp de potência instalada.
A melhoria dos indicadores operacionais também foi expressiva: o churn (rotatividade de clientes) caiu de 4,41% para 3,00%, e a inadimplência (PDD) recuou de 4,75% para 3,00%.
Esses números refletem o amadurecimento da estratégia comercial e a consolidação da (re)energisa como uma das principais plataformas de energia descentralizada do país, com foco em soluções solares, eficiência energética e geração distribuída corporativa.
Distribuição de gás natural: avanço na diversificação do portfólio
A ES Gás, distribuidora capixaba controlada pela Energisa, também apresentou forte desempenho. O investimento somou R$ 28,3 milhões, aumento de 30,8%, com foco na expansão e modernização da rede.
O volume distribuído cresceu 14,2%, atingindo 207 milhões de m³, com destaque para os segmentos industrial (+15,8%), residencial (+15,1%) e comercial (+10,4%). A margem bruta subiu 17,3%, para R$ 80,4 milhões, e o número de unidades consumidoras chegou a 90.377, um crescimento de 8,5% em um ano.
A Norgás, holding que reúne distribuidoras do Nordeste nas quais a Energisa tem participação, também teve EBITDA 28% superior e lucro 43% maior, reforçando a diversificação regional e setorial do portfólio.
Eficiência e disciplina financeira sustentam trajetória de crescimento
Mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, o grupo manteve rígido controle de custos, com o PMSO consolidado crescendo apenas 2,8%, abaixo da inflação do período (IPCA de 5,2%).
O lucro líquido ajustado recorrente foi de R$ 427,6 milhões, retração de 13,6%, impactado pelo aumento das taxas de juros. Ainda assim, a geração de caixa operacional robusta e o crescimento do EBITDA demonstram solidez e equilíbrio na execução da estratégia financeira e operacional da Energisa.



