Estrutura inovadora com tranches sênior, mezanino e subordinada fortalece expansão da AXS Energia e atrai investidores profissionais com incentivos fiscais e retorno diversificado
A AZ Quest e a AXS Energia concluíram uma importante operação no setor de infraestrutura brasileiro, captando R$ 850 milhões para o fundo AZ-AXS Energia FIP-IE (AAXS11). A estruturação foi desenvolvida em colaboração com a XP e marca um avanço relevante na consolidação de modelos de financiamento para projetos de geração distribuída no Brasil.
A AXS Energia, uma das maiores plataformas de geração solar distribuída do país, conta com um portfólio de 354 MWp e tem se destacado pela atuação técnica e pela execução bem-sucedida de projetos de energia renovável em território nacional. O aporte viabilizado pela nova estrutura permitirá acelerar o crescimento da companhia e ampliar sua atuação no segmento de energia limpa.
Estrutura pioneira reforça apetite por equity em energia renovável
A operação é a primeira no setor a empregar uma estrutura de equity que combina tranches sênior, mezanino e subordinada. Esse modelo inovador permite maior diversificação de risco e retorno, atendendo diferentes perfis de investidores profissionais. O AAXS11 é um FIP-IE (Fundo de Investimento em Participações – Infraestrutura), modalidade voltada ao financiamento de projetos estruturantes, com benefícios fiscais e gestão profissional.
“Essa conquista abrirá novas oportunidades para o crescimento e a inovação nos setores de energia e infraestrutura no Brasil”, afirmaram representantes da AZ Quest.
Além da inovação financeira, o fundo propõe uma abordagem semelhante a um IPO, realizada por meio de um veículo de investimento estruturado, o que proporcionou captação robusta em um momento desafiador para operações de equity, com juros elevados e alta volatilidade nos mercados.
Captação recorde em cenário desafiador reforça confiança do mercado
Em um ambiente de escassez de oportunidades para emissão de ações no setor energético, o fundo AZ-AXS Energia FIP-IE se apresentou como uma solução viável e estratégica para viabilizar investimentos de longo prazo. Segundo a AZ Quest, a estrutura proposta oferece proteção, retorno diversificado e acesso a incentivos fiscais, fortalecendo a atratividade do investimento.
A captação de R$ 850 milhões reforça a capacidade da gestora de mobilizar capital institucional em larga escala e comprova o interesse crescente de investidores profissionais por ativos vinculados à transição energética e infraestrutura sustentável.
Fundos de infraestrutura ganham destaque no portfólio da AZ Quest
A AZ Quest tem ampliado sua atuação em infraestrutura por meio da estruturação de FIP-IEs, e já contabiliza cerca de R$ 5 bilhões sob gestão com essa estratégia. Apenas no primeiro semestre de 2025, a gestora captou R$ 680 milhões com três fundos distintos, consolidando sua posição como referência em investimentos alternativos no setor.
Um dos diferenciais da AZ Quest é a originação direta de acordos dentro de sua própria estrutura, integrando debêntures não incentivadas aos FIP-IEs. Essa estratégia permite ampliar o spread de retorno, compatível com o maior risco assumido, enquanto oferece aos investidores maior liquidez e ganhos superiores em comparação com debêntures tradicionais.
Outro destaque do portfólio da gestora é o fundo AZIN11, também um FIP-IE, que recentemente anunciou rendimentos de R$ 1,90 por cota, representando um retorno mensal de 1,94%.
Tendência de crescimento do setor de geração solar distribuída
A consolidação de estruturas inovadoras de financiamento para a geração distribuída acompanha o crescimento acelerado desse segmento no Brasil. Com o avanço da regulação, a queda no custo de equipamentos e a busca por maior segurança energética, empresas como a AXS Energia têm conquistado espaço e atraído investidores atentos ao potencial de longo prazo da energia solar.
A captação por meio do AAXS11 reforça a tese de que fundos estruturados, com governança robusta e gestão especializada, podem preencher o vácuo deixado pela retração dos mercados tradicionais de capital, ao mesmo tempo em que fomentam a descarbonização da matriz elétrica nacional.



