Furto de cabos cai 41% na área da Enel SP, mas ainda afeta quase 10 mil clientes em 2025

Distribuidora reforça ações de segurança e tecnologia para conter furtos de fios de cobre, que seguem concentrados na capital e municípios da Grande São Paulo

A Enel Distribuição São Paulo registrou uma redução expressiva de 41% nas ocorrências de furto de cabos de energia nos primeiros cinco meses de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A empresa contabilizou 2.566 casos entre janeiro e maio, contra 4.367 em 2024, refletindo o êxito de estratégias conjuntas entre a distribuidora, forças policiais e o poder público. No entanto, apesar da queda, o número de consumidores impactados continua significativo: 9.717 clientes tiveram o fornecimento de energia interrompido em decorrência do crime.

A capital paulista permanece como o epicentro do problema, com 1.889 casos registrados, seguida por Osasco (222), Santo André (118) e São Bernardo do Campo (79). No total, essas cidades somam mais de 60% das ocorrências. Os bairros mais atingidos em São Paulo incluem Santana, Penha, Cursino, Casa Verde, Santo Amaro e Aeroporto, que juntos somaram 1.222 ocorrências e afetaram 4.832 consumidores.

Entre os municípios da região metropolitana, além de Osasco, destacam-se Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema e Cotia, totalizando 514 ocorrências e mais de 1,7 mil clientes impactados no mesmo período.

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Ações de contenção e uso de tecnologia

De acordo com a Enel, os resultados positivos são consequência de um pacote de medidas estratégicas. A empresa tem adotado tecnologias de vigilância, sensores, alarmes remotos e reforço da segurança patrimonial nas áreas com maior número de ocorrências. Na rede subterrânea, um dos principais alvos dos criminosos, a companhia implementou tampas de concreto reforçadas, mais pesadas e difíceis de serem removidas.

“Este tipo de material forma uma espécie de blindagem. Com isso, só os profissionais da Enel conseguem acesso. Além de coibir os furtos, dá mais segurança à população, que não sofre cortes inesperados de energia”, afirma Anderson Moura, coordenador da Diretoria de Security da Enel São Paulo.

As tampas de concreto substituem as tradicionais de ferro, que costumam ser furtadas para revenda ilegal. A iniciativa foi implementada sobretudo na região central da cidade de São Paulo, onde a rede elétrica subterrânea é mais extensa.

Além disso, o uso de monitoramento remoto permite que a concessionária detecte tentativas de invasão ou movimentações suspeitas em tempo real, acionando rapidamente as autoridades e evitando maiores danos à rede.

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Consequências e criminalização

O furto de cabos de energia é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, com pena de reclusão de 1 a 4 anos, além de multa pelos danos causados. Apesar disso, o crime segue sendo um desafio para as distribuidoras de energia no Brasil, devido ao valor de revenda do cobre e à dificuldade de rastrear os receptadores.

A Enel alerta que, além de colocar a vida dos criminosos em risco — por conta do alto potencial de choque elétrico —, os furtos também comprometem o fornecimento de energia para hospitais, escolas, estações de transporte e residências, com impactos sociais e econômicos diretos.

Avanços e continuidade das ações

Mesmo com a redução expressiva nas estatísticas, a Enel afirma que o trabalho de prevenção e repressão ao furto de cabos continuará sendo uma prioridade estratégica.

“A prática desse tipo de furto é extremamente perigosa, pois a pessoa fica exposta a choques elétricos. Além disso, prejudica a população, que acaba vítima de interrupções no fornecimento de energia”, ressalta a companhia.

Nos próximos meses, a empresa continuará investindo em soluções tecnológicas e campanhas educativas, além de reforçar parcerias com órgãos de segurança pública. O objetivo é alcançar reduções ainda mais expressivas e garantir segurança energética para todos os consumidores atendidos pela Enel em São Paulo.

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