Brasil reforça protagonismo na transição energética com foco em minerais estratégicos, afirma MME

Durante o Energy Summit no Rio, governo destaca ações para desenvolver a cadeia mineral e agregar valor à produção nacional, alinhando mineração à sustentabilidade e inovação

O Brasil está determinado a ocupar um papel central na transição energética global, não apenas como potência em energia renovável, mas também como fornecedor e transformador de minerais estratégicos essenciais para tecnologias limpas. Essa foi a principal mensagem do Ministério de Minas e Energia (MME) no Energy Summit, evento realizado nesta quinta-feira (26), na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.

Representando o ministério no painel “Mineração, Sustentabilidade e Transição Energética”, o diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Rodrigo Cota, reforçou que o país tem condições e ambição para atender à crescente demanda global por minerais críticos — insumos indispensáveis para baterias, painéis solares, turbinas eólicas e eletromobilidade.

“O Brasil quer e vai atender à demanda global por minerais estratégicos, mas também deseja e irá agregar valor a esses minerais”, afirmou Cota, reiterando o compromisso do governo em ir além da exportação de commodities minerais e estimular uma indústria de transformação nacional robusta e inovadora.

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Cadeia mineral e transição energética: prioridades do MME

Durante sua apresentação, Rodrigo Cota destacou as ações estruturantes do MME voltadas à ampliação da oferta de minerais estratégicos, à modernização da base geológica do país e ao fortalecimento da indústria de transformação mineral, etapa essencial para garantir maior valor agregado aos produtos brasileiros.

Entre os destaques, está o Plano Decenal de Mapeamento Geológico (PlanGeo), que prevê a expansão e a atualização das informações geológicas do território nacional. “Aumentar o conhecimento do subsolo brasileiro é o primeiro passo para orientar investimentos, reduzir riscos e atrair novos projetos de mineração responsável”, afirmou Cota.

Além disso, o MME tem atuado em parcerias com o setor privado e instituições de ciência e tecnologia para fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação no setor mineral. A articulação visa não apenas aumentar a competitividade do Brasil no mercado global, mas também alinhá-lo às melhores práticas ambientais e sociais, fundamentais em uma economia de baixo carbono.

Outro destaque é o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a projetos da cadeia mineral, com destaque para o Fundo de Minerais Estratégicos, voltado ao financiamento de empreendimentos que priorizem sustentabilidade, transformação local e integração com cadeias globais de valor.

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Potencial do Brasil em minerais críticos

O Brasil detém grandes reservas de minerais como lítio, níquel, nióbio, grafite e terras raras, elementos cruciais para a produção de baterias, carros elétricos e tecnologias verdes. Com isso, o país se posiciona de forma estratégica diante da transformação energética em curso no mundo.

Segundo o MME, o objetivo não é apenas atender à demanda internacional, mas inserir o Brasil de forma competitiva e soberana nas cadeias globais, atraindo investimentos, gerando empregos qualificados e contribuindo para o crescimento regional.

O desafio, segundo especialistas presentes no painel, é transformar esse potencial mineral em oportunidades de desenvolvimento sustentável, evitando a “maldição dos recursos naturais” e promovendo cadeias produtivas completas dentro do território nacional.

Integração com a transição energética global

A transição energética, que busca substituir combustíveis fósseis por fontes renováveis e tecnologias de baixo carbono, depende diretamente do acesso estável e sustentável a minerais estratégicos. Por isso, a mineração está cada vez mais no centro do debate global sobre clima, energia e geopolítica.

Nesse contexto, o Brasil tem a chance de liderar uma transição energética mais justa, inclusiva e inovadora, como ressaltado por Rodrigo Cota. “Queremos criar valor aqui, gerar inovação aqui, formar capital humano aqui. A mineração não é o fim — é o meio para a construção de um novo modelo de desenvolvimento”, concluiu.

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