Taesa antecipa obras de transmissão e atinge R$ 273 milhões em RAP no Sul e Norte

Projetos Ananaí e Tangará obtêm liberação do ONS com até 25 meses de antecedência do prazo da Aneel, garantindo mais de 90% das receitas contratadas nos leilões de 2022

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A. (Taesa) anunciou a obtenção de novos Termos de Liberação emitidos pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), garantindo o avanço operacional de duas concessionárias estratégicas de seu portfólio. As energizações nas transmissoras Ananaí e Tangará destravam o recebimento de R$ 141,9 milhões adicionais em Receita Anual Permitida (RAP) para o ciclo 2026-2027, elevando o faturamento operacional consolidado dos dois ativos para R$ 273,2 milhões com efeitos retroativos a 27 de julho de 2026.

Os novos trechos operacionais reforçam a capacidade de execução da companhia ao entrarem em operação comercial com ampla antecipação em relação aos cronogramas regulatórios estipulados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A entrega antecipada otimiza a rentabilidade das concessões arrematadas no Leilão de Transmissão nº 02/2022 e injeta flexibilidade operacional em pontos críticos do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Ananaí reforça intercâmbio regional e atinge 97% da receita operacional

Na concessão Ananaí Transmissora de Energia Elétrica S.A., 100% controlada pela Taesa, o ONS liberou a operação comercial dos circuitos 1 e 2 da Linha de Transmissão 500 kV Ponta Grossa / Assis. O trecho adiciona aproximadamente R$ 123,6 milhões (ciclo 2026-2027, acrescido de PIS/Cofins) à receita do projeto. Somado aos R$ 45,1 milhões de RAP já habilitados em liberações parciais ocorridas em maio, a concessionária atinge R$ 168,7 milhões em faturamento anualizado, o que representa 97,3% da RAP total do empreendimento (R$ 173,3 milhões).

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Localizado entre os estados de São Paulo e Paraná, o ativo de 363 km de extensão em 500 kV e 525 kV desempenha papel estrutural ao conectar quatro subestações e expandir o intercâmbio eletroenergético entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A entrada em operação dos trechos ocorreu entre 8 e 10 meses antes do prazo limite fixado pelo regulador para março de 2027. A antecipação amplia a confiabilidade de suprimento e o atendimento às cargas industriais concentradas na Região Metropolitana de Curitiba. Adquirido como o Lote 1 do certame de 2022, o projeto demandou investimentos estimados pela Aneel em R$ 1,75 bilhão.

Desafio logístico no Maranhão e Pará assegura antecipação de até 25 meses

Paralelamente, a Tangará Transmissora de Energia Elétrica S.A. registrou a energização da Subestação Encruzo Novo e da LT 230 kV Encruzo Novo – Santa Luzia III C1. O marco adiciona R$ 18,3 milhões à RAP da concessão, elevando o montante total em operação para R$ 104,5 milhões no ciclo 2026-2027, montante equivalente a 92% da RAP total autorizada de R$ 113,4 milhões.

O projeto compreende mais de 265 km de linhas de transmissão, dos quais 72 km estruturados em circuito duplo, além de subestações em múltiplos níveis de tensão distribuídas entre o Maranhão e o Pará. A implantação do ativo exigiu superação de gargalos logísticos na região Norte-Nordeste para garantir entregas parciais entre 20 e 25 meses à frente do cronograma regulatório de março de 2028. Arrematado como o Lote 3 do Leilão nº 02/2022, o ativo possui Capex regulatório estimado em R$ 1,117 bilhão.

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