Neoenergia aposta em IoT multiacesso e rede privativa para digitalizar 90% da alta e média tensão até 2030

Com investimento em tecnologia Qualcomm e frequências de 450MHz, concessionária integra redes LTE e satélite para reduzir em 30% o tempo de resposta a falhas na distribuição.

A Neoenergia deu um passo decisivo na modernização de sua infraestrutura de comunicação ao consolidar um ecossistema de conectividade de Internet das Coisas (IoT) multiacesso. A estratégia, que utiliza uma combinação inédita de redes LTE privativas, públicas e conexões via satélite, visa conferir resiliência total à operação da rede elétrica, garantindo que dispositivos críticos como religadores e medidores inteligentes permaneçam conectados mesmo em áreas remotas ou em cenários de contingência.

O avanço tecnológico já apresenta resultados práticos na operação de campo. Testes iniciais realizados com sensores de chaves fusíveis indicaram uma redução de 30% no tempo de deslocamento das equipes de reparo, uma métrica fundamental para a melhoria dos indicadores de continuidade (DEC e FEC). A precisão na localização de falhas permitida pelos sensores conectados acelera o restabelecimento do fornecimento e otimiza a gestão de ativos.

O Pioneirismo da Faixa de 450MHz e Redes NTN

Um dos grandes diferenciais da estratégia da Neoenergia é o uso da faixa de frequência de 450MHz. A companhia foi pioneira no Brasil ao obter autorização para implantar uma rede LTE privativa nesta banda, que oferece maior alcance de sinal e penetração em obstáculos. O projeto, iniciado em Brasília em 2024, já conta com 13 estações rádio-base e deve cobrir toda a área de concessão do grupo até 2028.

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A partir do segundo semestre de 2026, a infraestrutura ganhará uma camada adicional de robustez com a tecnologia NTN-IoT (Non-Terrestrial Networks). Esta inovação permitirá que os dispositivos operacionais alternem automaticamente para redes de satélite caso as conexões terrestres falhem ou não estejam disponíveis.

Ao projetar o futuro da infraestrutura, o Superintendente de Digitalização de Redes da Neoenergia, Jáder Carneiro, reforça o peso estratégico da adoção dessas tecnologias: “Os investimentos em modernização e digitalização da rede reforçam a confiabilidade do fornecimento de energia, aumentando a resiliência da rede e fortalecendo a inteligência operacional. Com a adoção de IoT, a Neoenergia entrega uma experiência cada vez melhor para o cliente e avança em direção ao cumprimento da meta de digitalizar 90% das redes de alta-tensão e média-tensão até 2030.”

Parcerias Tecnológicas e Gestão via eSIM

A espinha dorsal dessa conectividade é o modem Qualcomm® 9205S LTE IoT. O componente permite a flexibilidade entre as bandas públicas, privativas e satelitais em um único módulo. Para viabilizar a arquitetura, a Neoenergia articulou um ecossistema com parceiros nacionais como Nepen, Constanta e HartBR, garantindo a integração do hardware aos equipamentos de rede.

O head de Product Marketing LatAm IE-IOT da Qualcomm, Leonardo Finizola e Silva, ressalta o impacto da colaboração para o cenário regional: “Para a Qualcomm, é uma grande satisfação colaborar com a Neoenergia em um projeto tão inovador e estratégico. A nossa tecnologia, presente no modem Qualcomm® 9205S LTE IoT, foi projetada para oferecer a flexibilidade e a confiabilidade que viabilizam uma conectividade resiliente, alternando de forma inteligente entre redes privadas, públicas e, futuramente, satelitais. Esta iniciativa é um passo fundamental para que o país possa avançar na digitalização de sua infraestrutura e reforça o nosso compromisso em impulsionar o ecossistema de IoT na região.”

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A gestão desse parque tecnológico será realizada remotamente pela própria Neoenergia, utilizando a nova especificação eSIM SGP.32 da GSMA. Essa tecnologia permite a alternância de perfis de conexão sem a necessidade de troca física de chips, reduzindo custos operacionais e acelerando a expansão da rede conectada.

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