Com investimentos projetados em R$ 500 bilhões até 2030, infraestrutura digital eleva o rigor técnico sobre sistemas HVAC e controle de fluidos para otimizar o PUE.
O Brasil consolidou sua posição como o principal hub de infraestrutura digital da América Latina, concentrando 48% da capacidade instalada da região e 71% dos projetos em construção. Esse avanço, impulsionado pela computação em nuvem e pela inteligência artificial, traz consigo um desafio crítico para o setor elétrico: o gerenciamento térmico.
Nesse cenário, soluções de alta precisão para o controle de fluidos em sistemas de HVAC (Heating, Ventilation and Air Conditioning) tornam-se peças-chave para garantir a estabilidade operacional e a eficiência energética das instalações.
De acordo com projeções do setor, os aportes em novos centros de processamento de dados no país podem alcançar R$ 500 bilhões até 2030. O volume massivo de investimentos exige componentes que suportem o regime de operação ininterrupta (24/7), onde qualquer oscilação térmica pode comprometer servidores de alta densidade.
Precisão no Controle de Fluxo e Estabilidade Térmica
A eficiência de um data center é medida diretamente pela sua capacidade de trocar calor de forma ágil e constante. As válvulas de controle, responsáveis por regular a água gelada ou de condensação nos circuitos de resfriamento, são os dispositivos que permitem que essa troca ocorra sem desperdícios de energia.
Ao detalhar a relevância desses componentes na cadeia de resfriamento, Israel Júnior, coordenador comercial da GEMÜ do Brasil, ressalta a importância da regulação fina para a integridade dos ativos: “As válvulas de controle são responsáveis por regular com precisão o fluxo de fluidos, como água gelada ou água de condensação, utilizados no processo de resfriamento. Esse controle garante que a troca térmica ocorra de forma eficiente, evitando variações de temperatura que possam comprometer a operação dos servidores e demais equipamentos.”
O Desafio do PUE e a Eficiência Energética
Um dos indicadores mais monitorados pelos operadores de infraestrutura digital é o PUE (Power Usage Effectiveness). Como os sistemas de climatização representam uma parcela significativa do consumo ativo dessas plantas, a otimização do resfriamento é o caminho mais curto para reduzir custos operacionais e melhorar o rating de sustentabilidade das empresas.
A utilização de tecnologias avançadas permite que o sistema de climatização “leia” a carga térmica em tempo real e ajuste o esforço de bombas e chillers. Sobre o impacto direto na performance energética, Israel Júnior pontua: “Quando é possível realizar um controle mais preciso do fluxo de água nos circuitos de resfriamento, o sistema pode operar de acordo com a demanda real de carga térmica do data center. Isso reduz desperdícios, otimiza o funcionamento de bombas e chillers e contribui para a melhoria de indicadores importantes de eficiência energética, como o PUE (Power Usage Effectiveness).”
Confiabilidade e Integração com Automação
Diferente de instalações industriais convencionais, os data centers exigem componentes com baixíssima necessidade de manutenção e alta estanqueidade. A tendência é a integração total das válvulas e atuadores com sistemas modernos de gestão predial (BMS) e automação industrial, permitindo respostas rápidas a qualquer desvio de pressão ou fluxo.
A evolução tecnológica desses dispositivos é vista como um requisito mandatório para os projetos de nova geração no Brasil. Refletindo sobre a durabilidade e a tecnologia aplicada, o especialista da GEMÜ reforça o papel estratégico dos fornecedores de controle de fluidos: “Além disso, características como baixa necessidade de manutenção, elevada estanqueidade e compatibilidade com sistemas de automação são fundamentais para garantir eficácia e evitar perdas de energia ou fluido. Tecnologias voltadas ao controle de fluidos e automação passam a ser cada vez mais valorizadas em projetos de infraestrutura digital.”



