TSEA inicia implantação de fábrica nos EUA e abre contratações para operação na Carolina do Norte

Com aporte de US$ 25 milhões em Eden, companhia brasileira de infraestrutura elétrica projeta dobrar capacidade global de reguladores de tensão e fortalecer presença no mercado americano.

A TSEA, consolidada no mercado de manufatura de infraestrutura elétrica, oficializou o início da implantação de sua primeira unidade industrial em solo norte-americano. Localizada em Eden, na Carolina do Norte, a planta de 15 mil metros quadrados recebeu um investimento de US$ 25 milhões e marca um movimento decisivo na estratégia de internacionalização da companhia. O projeto entra agora na fase de estruturação física e recepção de maquinário, acompanhado pelo recrutamento do corpo técnico e de gestão que conduzirá a operação.

A unidade será dedicada exclusivamente à fabricação de reguladores de tensão monofásicos, componentes críticos para a estabilidade das redes de distribuição. A escolha do Condado de Rockingham para sediar a planta reflete a busca por proximidade logística e estratégica em um mercado que enfrenta desafios crescentes de confiabilidade devido à expansão da geração distribuída e da eletrificação.

Foco na Modernização das Redes e Cibersegurança

A fábrica em Eden produzirá equipamentos com corrente nominal de até 1.100 A e tensão nominal de 36,2 kV. Um diferencial técnico relevante para o mercado americano será a integração de controles eletrônicos avançados e protocolos de comunicação modernos, com foco em requisitos de cibersegurança — uma demanda prioritária para concessionárias, cooperativas e distribuidoras municipais dos Estados Unidos.

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O cronograma prevê o início gradual das operações para o quarto trimestre de 2026, com uma meta produtiva de ao menos 4.500 unidades anuais. Atualmente, a TSEA já atende cerca de 40 concessionárias americanas a partir de sua base no Brasil. Com a nova planta, a empresa pretende não apenas reduzir prazos de entrega, mas capturar o ciclo de investimentos em modernização de infraestrutura nos EUA.

Ao analisar o reposicionamento da marca e a dinâmica de mercado local, o CEO da TSEA, Beto Reynaldo, detalhou a visão estratégica por trás do novo ativo: “A implantação da fábrica representa um passo estratégico para a TSEA em um mercado que vive um ciclo consistente de investimentos em infraestrutura elétrica. A produção local amplia nossa capacidade de atendimento, reforça a proximidade com os clientes e nos posiciona melhor para atender à demanda crescente das concessionárias americanas nos próximos anos.”

Otimização da Cadeia de Suprimentos Global

A nova unidade faz parte de um redesenho da logística industrial da companhia. Ao produzir localmente para o mercado norte-americano, a TSEA conseguirá liberar capacidade produtiva em suas plantas brasileiras, que passarão a focar no atendimento à demanda doméstica e em novos mercados na América Latina.

Este movimento de aproximação com o ecossistema de energia dos Estados Unidos já havia sido sinalizado em 2025, com a inauguração de um escritório comercial em Houston, no Texas, consolidando agora a transição de uma operação puramente comercial para uma base fabril integrada.

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Plano de Investimentos de R$ 850 milhões

A expansão na Carolina do Norte integra um robusto plano de investimentos de R$ 850 milhões projetado para os próximos anos. Embora a internacionalização seja um pilar central, a maior parcela desses recursos será direcionada ao fortalecimento da capacidade industrial no Brasil.

Entre os projetos prioritários estão a nova fábrica de transformadores de potência em Contagem (MG) e a modernização das plantas de Betim (MG) e Curitiba (PR). Em Contagem, a expectativa é que a capacidade de transformação alcance 30 GVA por ano a partir do primeiro trimestre de 2029, consolidando a TSEA como um player de alta performance na cadeia de transmissão e distribuição global.

Com um quadro atual de 1,2 mil colaboradores, a companhia projeta a contratação de mil novos profissionais nos próximos quatro anos, dos quais cerca de 160 serão alocados na operação de Eden.

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