Iniciativa {onstec} estrutura novas capacidades digitais e reforça o papel do Operador como agente central da modernização do sistema elétrico brasileiro
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deu um passo estratégico na consolidação de sua agenda de modernização tecnológica ao lançar o {onstec}, uma jornada voltada ao desenvolvimento de capacidades digitais que devem ampliar a eficiência operacional, fortalecer a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) e gerar impacto social positivo. A iniciativa reúne quatro eixos estruturantes, Inteligência Artificial e Dados, Hiperautomação, Infraestrutura Híbrida e Segurança Cibernética, que passam a orientar projetos internos e ações de relacionamento com agentes, parceiros tecnológicos, instituições de ensino e a sociedade.
A criação do {onstec} ocorre em um momento no qual o setor elétrico brasileiro enfrenta mudanças profundas impulsionadas pela digitalização, pela transição energética e pela complexidade crescente da operação. A estratégia do ONS mira não apenas inovação tecnológica, mas também a formação de talentos e o desenvolvimento de soluções sociais baseadas em tecnologia.
Transição energética e transformação digital guiando a estratégia
O lançamento reforça o movimento do ONS de se posicionar como uma organização orientada por dados e tecnologias avançadas. De acordo com o diretor de TI, Relacionamento com Agentes e Assuntos Regulatórios do ONS, Maurício de Souza, o {onstec} consolida essa visão.
Segundo Souza, o programa se alinha a megatendências globais e amplia o papel do Operador no ecossistema energético. “O {onstec} representa a convergência entre dois grandes movimentos globais: a transição energética e a transformação digital. E posiciona o ONS como uma organização tecnológica, capaz de liderar mudanças no setor elétrico por meio de soluções digitais avançadas”.
A digitalização vem ganhando protagonismo na operação elétrica, especialmente com o avanço de fontes renováveis variáveis, a necessidade de modelos de previsão mais precisos, o aumento da automação e a ampliação da complexidade de supervisão de redes. Ao estruturar uma jornada como o {onstec}, o Operador cria uma arquitetura de desenvolvimento contínuo, com metas e resultados alinhados à evolução do SIN.
Ecossistema de inovação: IA, hiperautomação, infraestrutura híbrida e segurança
As quatro capacidades digitais do {onstec} foram definidas para cobrir áreas críticas do processo operacional e de modernização do ONS:
- Inteligência Artificial e Dados – Foco em aprimorar modelos de previsão, análise preditiva e ferramentas avançadas de suporte à operação, com uso crescente de algoritmos e machine learning.
- Hiperautomação – Automação completa de processos operacionais e administrativos, aumentando a eficiência interna e reduzindo riscos.
- Infraestrutura Híbrida – Combinação de ambientes on-premise e em nuvem para garantir alta disponibilidade, escalabilidade e maior resiliência dos sistemas.
- Segurança Cibernética – Proteção ampliada em um cenário de digitalização acelerada e ameaças mais sofisticadas no setor elétrico, reforçando o papel do ONS como órgão crítico de infraestrutura nacional.
Esse conjunto de capacidades desenha a espinha dorsal de uma nova atuação tecnológica do Operador, alinhada às melhores práticas mundiais de operação de sistemas de energia.
Iniciativas sociais e formação de talentos no centro da estratégia
O {onstec} também tem um componente social robusto, com iniciativas direcionadas ao público jovem, comunidades próximas ao ONS e ao mercado de inovação. Entre os destaques estão:
- DatathONS – Desafio em formato hackathon com uso de dados do ONS, que já permitiu identificar e contratar novos talentos.
- GamethONS – Parceria com escolas públicas de ensino médio para promover letramento digital e desenvolvimento de jogos educativos sobre energia.
- Infolabs – Aulas de informática básica para colaboradores terceirizados e moradores do entorno da sede do ONS no Rio de Janeiro.
As ações ampliam o impacto social da agenda digital e reforçam a disseminação de conhecimento tecnológico junto a públicos diversos.
O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, destaca que a agenda digital está diretamente conectada ao compromisso institucional do Operador com modernização, eficiência e inclusão tecnológica. “Nossas frentes digitais estratégicas modernizam processos, e habilitam o ONS a operar com mais eficiência, segurança e inteligência.”
Impacto para o setor elétrico e próximos passos
A jornada tecnológica consolida o ONS como protagonista na transformação digital do setor elétrico, com efeitos diretos na qualidade operacional, na capacidade de resposta a eventos críticos, na integração de renováveis e no uso de novas ferramentas digitais.
A tendência é que as capacidades estruturadas pelo {onstec} acelerem a adoção de soluções baseadas em dados, ampliem a eficiência do despacho, aprimorem a segurança cibernética e fortaleçam a infraestrutura tecnológica que sustenta a operação do SIN.
O ONS deve aprofundar a implementação das frentes digitais ao longo dos próximos ciclos, expandindo parcerias com startups, academia e agentes do setor. A expectativa é que o {onstec} se torne uma plataforma contínua de inovação e desenvolvimento tecnológico.



