Inteligência artificial e clima se unem para otimizar usinas solares no Brasil

Tempo OK e Delfos lançam e-book gratuito que ensina como prever falhas e aumentar a eficiência da geração fotovoltaica, reforçando a importância da tecnologia para a transição energética

A integração de inteligência artificial (IA) e previsões climáticas de alta precisão já é uma realidade para quem busca mais eficiência na geração de energia solar no Brasil. Com esse objetivo, a Delfos Energy, empresa de software e serviços para gerenciamento avançado de ativos renováveis, e a Tempo OK, consultoria meteorológica referência no país, lançaram em parceria o e-book “Guia de Performance e Predição de Falhas em Energias Renováveis”.

O material, disponível online e gratuito (acesse aqui), é voltado a profissionais, operadores e empresas do setor elétrico. Ele reúne aplicações práticas e estudos de caso que demonstram como prever falhas, otimizar operações e reduzir riscos em usinas solares, utilizando IA, machine learning e modelagem climática de alta resolução.

Soluções avançadas para um setor em expansão

Segundo o Plano de Operação Energética do ONS, a energia solar já ocupa a posição de segunda maior fonte de capacidade instalada no Sistema Interligado Nacional (SIN). Em dezembro de 2024, a participação da geração solar, somando centralizada e distribuída, alcançou 22,2%, com previsão de ultrapassar 33% até 2029. Esse crescimento acelerado, no entanto, traz novos desafios de operação e manutenção.

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“Abordamos desde as principais causas de falhas operacionais até as soluções tecnológicas mais avançadas disponíveis no mercado. É um conteúdo feito para apoiar a tomada de decisão técnica com base em dados reais”, explica João Hackerott, CEO da Tempo OK. A empresa é responsável pela modelagem meteorológica que complementa a análise operacional realizada pela Delfos Energy, permitindo prever com precisão condições climáticas que impactam a performance das usinas.

Clima extremo: um risco crescente

Por depender diretamente de radiação solar e estabilidade atmosférica, a geração fotovoltaica é altamente sensível a eventos climáticos. “Uma onda de calor intensa pode comprometer a eficiência dos painéis ou causar falhas em sensores”, alerta Hackerott.

Em 2024, o Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) emitiu 3.620 alertas, sendo cerca de 53% de riscos geológicos e 47% de riscos hidrológicos, números que reforçam a importância de previsões mais precisas para garantir segurança e continuidade na operação.

IA e machine learning como aliados da eficiência

No guia, a Delfos Energy apresenta como a inteligência artificial é aplicada para detectar padrões operacionais e prever falhas em equipamentos críticos, como inversores e sensores solares. Essa abordagem permite respostas em tempo real, redução de downtime e otimização da manutenção preditiva.

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“A integração da inteligência artificial à operação das usinas se consolida como fator essencial para elevar a eficiência e a competitividade do setor de energia fotovoltaica”, afirma Guilherme Studart, cofundador e CEO da Delfos Energy. A empresa é responsável pela análise de dados operacionais e pela manutenção preditiva dos ativos, atuando em conjunto com os modelos climáticos da Tempo OK.

Transição energética em foco na COP30

O lançamento do e-book também dialoga com a agenda global da transição energética. Em novembro de 2025, o Brasil sediará a COP30, em Belém (PA), reforçando a importância das fontes renováveis e da adoção de tecnologias mais limpas e resilientes.

Para Hackerott, o país tem condições de assumir um protagonismo nessa transformação. “O caminho para uma matriz elétrica mais limpa e sustentável passa, inevitavelmente, pelo avanço da inteligência meteorológica. O desafio agora é transformar o clima em um aliado estratégico”, conclui.

Como acessar o conteúdo

O e-book “Guia de Performance e Predição de Falhas em Energias Renováveis” está disponível gratuitamente neste link.

O material oferece insights valiosos para gestores, engenheiros e investidores que buscam melhorar a performance e a confiabilidade das usinas solares, em um momento em que o Brasil acelera sua transição para uma matriz elétrica mais sustentável.

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